Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Após operação na Faria Lima, Receita voltará a exigir declaração financeira de fintechs
Publicado 29/08/2025 • 08:22 | Atualizado há 4 horas
Tarifas de Trump aumentaram receita de algumas empresas dos EUA: ‘estávamos no lugar certo, na hora certa’
Plataformas do Google movimentaram mais de R$ 215 bilhões na economia brasileira em 2024
Como a força dos carros elétricos chineses está mudando o mercado automotivo global
CEO da Nvidia, Jensen Huang, diz que levar chip de IA Blackwell para a China ‘é uma possibilidade real’
Dell supera expectativas de lucro e receita, e prevê dobrar vendas de servidores para IA
Publicado 29/08/2025 • 08:22 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Após as operações que desmantelaram um esquema de ligação entre o crime organizado, o setor financeiro e empresas de combustíveis, a Receita Federal voltará a exigir que as fintechs apresentem a declaração e-Financeira, documento com movimentações de alto valor.
O órgão anunciou na quinta-feira (28) que publicará uma instrução normativa que retoma as obrigações de transparência e de repasse de informações por essas instituições financeiras.
Com a instrução normativa, as fintechs (startups do setor financeiro) terão de repassar ao Fisco as mesmas informações que as demais instituições financeiras. Por causa da onda de fake news sobre uma eventual cobrança de impostos sobre o Pix, a Receita Federal revogou em janeiro uma instrução normativa sobre a prestação de informações sobre as transferências instantâneas.
Leia também:
Banco Genial renuncia a fundo citado em operação na Faria Lima
A revogação, na prática, prejudicou a fiscalização das fintechs e, segundo a Receita Federal, ajudou o crime organizado. “As operações de hoje [quinta-feira, 28], Carbono Oculto, Quasar e Tank, demonstram algo que a Receita Federal já apontava: fintechs têm sido utilizadas para lavagem de dinheiro nas principais operações contra o crime organizado”, destacou a Receita, em nota.
“Fintechs têm sido utilizadas para lavagem de dinheiro nas principais operações do crime organizado, porque há um vácuo regulamentar, já que elas não têm as mesmas obrigações de transparência e de fornecimento de informações a que se submetem todas as instituições financeiras do Brasil há mais de 20 anos”, acrescentou o comunicado.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia anunciado que a instrução normativa seria publicada nesta sexta-feira (29), mas o comunicado da Receita não informou a data. Apenas trouxe as linhas gerais do texto.
A Receita negou que vá reeditar a instrução revogada em janeiro. O órgão afirmou que a norma terá uma redação diferente, “bastante direta e didática, com apenas quatro artigos”:
“Não queremos dar margem para uma nova onda de mentiras”, afirmou o Fisco.
Segundo a Receita, os quatro artigos serão os seguintes:
A Receita esclareceu que o segundo artigo terá um parágrafo único, com referência expressa à Lei do Sistema de Pagamentos Brasileiro (Artigo 6º da Lei 12.865 de 2013), para deixar claras as definições de instituições de pagamentos, arranjos de pagamento e contas de pagamento.
“Deixando claro que não estamos criando nada de novo, apenas adotando as definições da lei já existente”, ressaltou o Fisco.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
Entenda como vai funcionar a nova linha de crédito de R$ 12 bi para modernização da indústria
Embraer anuncia importação de US$ 21 bi dos EUA em rodada de negociações do tarifaço
Fintechs da Faria Lima atuavam como “banco paralelo” em lavagem de dinheiro; veja empresas investigadas
Banco Genial renuncia a fundo citado em operação na Faria Lima
Plataformas do Google movimentaram mais de R$ 215 bilhões na economia brasileira em 2024