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MP de data centers sai em setembro e vai destravar investimentos, dizem empresas
Publicado 30/08/2025 • 19:55 | Atualizado há 21 horas
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Publicado 30/08/2025 • 19:55 | Atualizado há 21 horas
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Data center
A Medida Provisória que implantará o Regime Nacional de Data Centers (ReData), cortando impostos para importação de equipamentos do setor, está prevista para ser apresentada em setembro, de acordo com sinalização dada pelo governo federal ao setor.
A medida é amplamente esperada e será capaz de destravar investimentos bilionários, disseram os principais empresários do ramo, que participaram hoje, 26, do evento TS Data Centers, AI &Cloud Summit, realizado pelo portal Tele Síntese, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, onde fica o polo nacional do setor.
“A expectativa é a de que não vai passar de setembro. A MP está na pauta das prioridades”, contou o presidente da Associação Brasileira de Data Centers (ABDC), Renan Lima Alves, em entrevista à Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), citando promessa que ouviu do Ministério da Fazenda.
Leia também: O boom dos data centers de IA não vai à falência, mas a ‘pausa’ é uma tendência nas grandes empresas de tecnologia
“Criou-se uma expectativa grande desde que o anúncio do ReData foi feito em Palo Alto”, acrescentou, referindo-se ao encontro de maio entre autoridades do governo brasileiro, encabeçadas pelo ministro Fernando Haddad, e empresários do Vale do Silício, nos Estados Unidos. Na ocasião, o programa de incentivos foi apresentado.
O ReData vai zerar os impostos federais (PIS, Cofins, IPI e tarifa de importação) sobre os equipamentos de informática importados e usados na operação dos data centers. Com isso, a carga tributária do setor vai cair de 52% para 18%. O programa não abrange impostos estaduais, como o ICMS, nem impostos municipais relacionados ao terreno e à construção predial.
O corte de impostos federais reduzirá significativamente o custo dos equipamentos, que representam o grosso dos desembolsos com a implantação de um data center. O diretor de tecnologia e líder de estratégia na Ascenty, Marcos Siqueira, exemplificou que a construção de um data center de 100 megawatts requer aporte de US$ 1 bilhão, enquanto os equipamentos demandam outros US$ 7 bilhões a US$ 8 bilhões. Em sua visão, o programa será capaz de destravar os investimentos no setor.
“O ReData vai abrir o apetite de toda a cadeia de infraestrutura, gerando mais investimentos em redes de energia elétrica, internet e construção”, declarou Siqueira.
O presidente da Tecto, José Miguel Vilela, disse que o Brasil tem “a faca e o queijo na não” para se tornar um grande polo de data centers, uma vez que conta com energia limpa e renovável, muitos terrenos disponíveis e apoio do setor público. “Faltam alguns detalhes para superar. Um deles é a desvantagem fiscal”, afirmou. “Hoje, a tarifa de importação é ridiculamente alta, praticamente nos tira do mercado.”
O presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), Affonso Nina, confirmou também à Broadcast a previsão compartilhada pelo governo de que o ReData sairá em setembro. Apesar do corte de impostos, a medida terá um efeito positivo na arrecadação pública, ao movimentar outros segmentos.
“A isenção do imposto de importação vai ser compensada, mas o País ainda terá arrecadação com a construção, com os outros componentes não importados, e com o consumo de energia”, afirmou Nina, lembrando que os data centers têm previsão de operar por décadas.
O presidente da Elea, Alessandro Lombardi, disse que, após o anúncio do programa brasileiro em Palo Alto, em maio, “todo o mercado norte-americano está contando com isso”. “Os ajustes tributários vão ajudar a deslanchar o setor para sempre. Não tenho dúvida de que o Brasil será o mercado de data centers do futuro”, enfatizou Lombardi.
O presidente da Omnia, Rodrigo Abreu, disse que o ReData abrirá o caminho para que, futuramente, o Brasil equilibre a sua balança comercial no segmento, que hoje tem um déficit anual de US$ 7 bilhões. Isso acontece porque o País não consegue suprir totalmente a demanda interna de armazenamento e processamento de dados. Mais da metade da carga digital do Brasil é feita lá fora, principalmente nos Estados Unidos. “Consumimos data center na Virgínia. Não precisaríamos estar assim. Uma das razões é a questão fiscal”, apontou Abreu.
O presidente da Equinix, Victor Arnaud, disse que a questão do timing é importante para que os investimentos do setor se concretizem. “Há um ‘workload’ esperando o ReData, o que é normal. Mas se a gente considerar tudo o que pode ser feito, o Brasil pode ser um dos grandes hubs globais de data centers”, afirmou. Em sua visão, o País deve começar a trabalhar para resolver outro gargalo esperado para o futuro, que é a oferta de mão de obra qualificada.
O Brasil entrou um pouco tarde no radar dos investidores de data centers, mas esse cenário vem mudando com a digitalização crescente da economia local e a demanda por infraestrutura. Os investimentos na construção de data centers por aqui devem movimentar em torno de US$ 400 milhões em 2025 e US$ 1,5 bilhão em 2026, de acordo com a consultoria JLL. Com isso, o parque instalado caminha para crescer 40% nos próximos dois anos, atingindo cerca de 700 megawatts.
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