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Missão brasileira nos EUA: CNI admite que alívio tarifário não será imediato, mas aposta em diálogo
Publicado 03/09/2025 • 20:44 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 03/09/2025 • 20:44 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antonio Ricardo Alvarez Alban, afirmou nesta quarta-feira (3), em Washington, que a redução das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil não deve acontecer no curto prazo. Segundo ele, a expectativa mais realista é a de conseguir novas isenções pontuais, enquanto se constrói um caminho político e técnico para reduzir as barreiras de forma mais ampla.
Alban destacou que o momento é de abrir canais de diálogo e mostrar aos americanos que existe espaço para um acordo “de ganha-ganha”. “No curtíssimo prazo, não temos a perspectiva da redução de tarifas, mas sim de novas isenções. Primeiro é preciso criar uma ponte entre os dois países e depois trabalhar para reduções maiores”, afirmou, estimando que esse processo poderá avançar “em alguns meses”.
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O presidente da CNI reforçou que o foco atual é proteger as indústrias brasileiras e garantir alternativas dentro do próprio mercado americano, sem depender de compradores substitutos em outros países. “Precisamos ser criativos”, disse, observando que não há condições para que os exportadores encontrem novos destinos em escala suficiente para compensar os EUA.
“Parece que essa reunião de hoje nos mostrou um novo caminho e… amanhã já queremos ir com esse norte e fertilizar esse caminho para que possamos ter voz legítima e mostrar o interesse do ganha-ganha Brasil-Estados Unidos”, completou.
Alban também fez questão de afastar qualquer conotação política das negociações. “A preocupação número 1 nossa foi que não tivesse nenhuma conotação política ou de governo”, afirmou. Segundo ele, a CNI não tem “competência e legitimidade” para tratar de disputas partidárias, e a escolha foi manter o debate técnico e empresarial, preservando um ambiente mais favorável para as negociações.
Mais cedo, o consultor da CNI Roberto Azevêdo, que falou em nome do setor industrial na audiência pública, destacou que as tarifas aplicadas pelos EUA são “totalmente infundadas” e que “simplesmente não há evidências de que atos, políticas e práticas do Brasil discriminem ou prejudiquem injustamente as empresas americanas”.
Próximos passos: a CNI pretende retomar as conversas já nesta quinta-feira (4), com foco em mostrar aos americanos o potencial de um acordo “ganha-ganha” e defender isenções específicas para setores mais afetados. A avaliação é que, em alguns meses, esse processo possa abrir espaço para negociações de redução tarifária mais ampla.
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