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Patrimônio da família de Alexandre de Moraes cresce 266% desde sua posse no STF
Publicado 06/04/2026 • 08:56 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 06/04/2026 • 08:56 | Atualizado há 2 meses
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Mauro PIMENTEL/AFP
Patrimônio da família de Alexandre de Moraes cresce 266% desde sua posse no STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, acumularam um patrimônio imobiliário de R$ 31,5 milhões desde março de 2017, quando ele tomou posse na Corte, o que representa um um crescimento de 266%.
O levantamento foi feito pelo jornal Estadão, com base em escrituras e matrículas registradas em cartório. Procurados, o ministro e a mulher não responderam ao jornal. O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC também enviou pedidos de comentários.
Em 2017, o casal tinha 12 imóveis avaliados em R$ 8,6 milhões. Hoje, são 17 propriedades, distribuídas entre São Paulo, Brasília e Campos do Jordão. Nos últimos cinco anos, os dois desembolsaram R$ 23,4 milhões em aquisições, todas realizadas à vista, conforme os registros em cartório.
No mesmo período, o salário de Moraes subiu 39%, de cerca de R$ 33 mil para R$ 46 mil mensais – o teto do funcionalismo público. A discrepância entre a evolução da renda declarada e a expansão do patrimônio é o ponto que concentra as atenções do levantamento.
Leia também: Master: contrato milionário com esposa de Moraes levanta dúvidas; entenda como escritórios cobram os clientes
A maior parte das operações foi conduzida pelo Lex Instituto de Estudos Jurídicos, sociedade limitada administrada por Viviane e pelos dois filhos do casal, Alexandre e Giuliana. Embora o ministro não figure formalmente como sócio, ele é casado sob o regime de comunhão parcial de bens, o que inclui os bens adquiridos durante o casamento no patrimônio comum.
A aquisição mais recente foi registrada em março deste ano, a de um apartamento de 86 metros quadrados no Jardim Paulista, em São Paulo, comprado por R$ 1,05 milhão via Pix. Antes disso, em agosto do ano passado, a empresa arrematou uma mansão de 776 metros quadrados no Lago Sul, área nobre de Brasília, por R$ 12 milhões, pago em duas transferências iguais de R$ 6 milhões.
Quatro meses antes da mansão, o casal adquiriu mais um apartamento em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira. Somado a outro no mesmo condomínio, comprado em 2014, o par de unidades ocupa 727 metros quadrados e custou R$ 8 milhões no total.
Em São Paulo, os Moraes mantêm sete imóveis, entre eles dois apartamentos no Jardim América adquiridos em 2021 por R$ 3 milhões cada, ambos à vista. A família também detém quatro lotes em São Roque, no interior paulista, com área total de 1.250 metros quadrados.
O levantamento do Estadão mostra que, entre 1997 e 2014, Moraes e Viviane gastaram R$ 12,2 milhões na compra de 25 imóveis ao longo de quase duas décadas. Nos últimos cinco anos, o valor superou esse total em quase o dobro: R$ 23,4 milhões, o equivalente a mais de 67% de todos os investimentos nominais do casal no mercado imobiliário em quase 30 anos.
O salto mais expressivo do patrimônio coincide com o período em que Moraes acumulou as relatorias de investigações de grande repercussão no STF, entre elas o inquérito das fake news.
Viviane é sócia-administradora do Barci de Moraes Advogados, escritório que divide com os filhos. Desde que o marido ingressou no STF, o número de ações dela em tribunais superiores passou de 27 para 152, um salto de 460%.
O escritório também é alvo de questionamentos por um contrato com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões por três anos, cerca de R$ 3,6 milhões por mês entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
Especialistas consultados pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC avaliaram que serviços de compliance de alto nível não ultrapassariam R$ 10 milhões nas grandes firmas do setor e que os valores cobrados pelo escritório eram “desproporcionais” e “sem paralelo”. O banco é controlado por Daniel Vorcaro, investigado em inquérito no STF sob suspeita de operar um esquema de fraudes financeiras.
Em 2025, o escritório adquiriu uma sala comercial no Edifício Terra Brasilis, em Brasília, por R$ 350 mil, comprada junto a uma advogada com ações no STF, embora sem processos sob a relatoria de Moraes.
Em março de 2024, o casal vendeu, por meio do Lex Instituto, um apartamento e uma vaga de barco no Guarujá por R$ 1,4 milhão. Os compradores foram Maria Erotides Antunes e Persio Vinicius Antunes, advogado com atuação na Corte. Três anos antes, Moraes havia concedido, por decisão monocrática, um habeas corpus a um cliente de Antunes que estava preso preventivamente por estelionato.
Procurado pelo jornal, o advogado negou qualquer relação pessoal com o ministro. “Não tenho relação com ele, nunca o conheci. Comprei o apartamento de uma pessoa jurídica que não pertence a ele”, disse, em referência ao Lex Instituto.
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