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BTG Pactual vê aquisição da EMAE pela Sabesp como movimento pequeno, mas estratégico
Publicado 07/10/2025 • 10:24 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/10/2025 • 10:24 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O BTG Pactual avaliou como “pequena, mas estratégica” a aquisição de 70,1% das ações da EMAE pela Sabesp, por R$ 1,131 bilhão. O movimento, segundo o banco, reforça o plano da companhia paulista de integrar sistemas de reservatórios e ampliar a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo.
A EMAE, empresa de energia com 961 megawatts (MW) de capacidade instalada, possui R$ 247 milhões em caixa, R$ 105 milhões a receber da própria Sabesp e obrigações previdenciárias e operacionais de cerca de R$ 230 milhões. Considerando esses ajustes, o negócio foi avaliado em 9,7 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses, que somou R$ 154 milhões.
De acordo com o relatório assinado pelos analistas Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz, o principal objetivo da Sabesp é aumentar a integração com os reservatórios da EMAE, especialmente o Billings, um dos mais importantes do sistema hídrico paulista.
“A companhia planeja fortalecer essa integração e melhorar a conectividade do sistema até 2027”, destacou o BTG, acrescentando que a capacidade de armazenamento de água na Grande São Paulo pode crescer 52% até 2029.
Um dos pontos de dúvida entre investidores é como a Sabesp pretende administrar a EMAE. Segundo o BTG, a companhia informou que, por ora, a subsidiária será mantida como uma unidade de negócios independente, mas deve discutir o modelo regulatório com a ARSESP, agência que supervisiona o setor.
A decisão envolve o tratamento das receitas das hidrelétricas, que podem ser incorporadas como “outras receitas” e repassadas aos consumidores no futuro, dependendo do formato que a regulação adotar.
Parte das ações vendidas pertencia à Eletrobras, que deve levantar cerca de R$ 470 milhões com a conclusão do negócio.
A EMAE, controlada até então pelo governo de São Paulo, opera principalmente a usina hidrelétrica Henry Borden, com 889 MW de potência e concessão válida até 2043. Toda a energia da companhia é comercializada no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o que garante previsibilidade de receitas.
Na avaliação do BTG, a aquisição reforça a visão de sinergia entre água, energia e saneamento, integrando infraestrutura crítica e otimizando o uso de recursos hídricos.
“O racional do negócio está alinhado ao plano de modernização e sustentabilidade da Sabesp, com impacto relevante na gestão de recursos hídricos”, afirmaram os analistas.
O banco manteve recomendação de compra (Buy) para as ações da Sabesp, com preço-alvo de R$ 140 por ação.
Atualmente, a Sabesp atende 363 municípios paulistas, fornecendo água para 24,2 milhões de pessoas e coleta de esgoto para 20,9 milhões. A empresa também vende água no atacado a seis municípios da região metropolitana.
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