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Ambipar, construtoras e aéreas estão entre as piores quedas da Bolsa no ano
Publicado 08/10/2025 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/10/2025 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
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Bolsa de Valores
Imagine uma empresa perder quase 97% do seu valor de mercado na bolsa enquanto alguns dos seus concorrentes registram ganhos inversamente proporcionais às suas perdas. Essa é a realidade da Ambipar (AMBP3), que desidratou no ano, ficando com a segunda maior baixa.
A empresa do setor de saneamento e gestão ambiental tem queda de 93% no ano e um colapso expressivo de -89,32% apenas em outubro. As ações da companhia, que valiam R$ 4 no início do ano, hoje valem perto de R$ 0,05.
Parte relevante das quedas da Ambipar e outras empresas está associada a investimentos em papéis que oferecem ganhos acima dos concorrentes sem garantias correspondentes, como os Certificados de Operações Estruturadas (COE), que derrubaram os valores de grandes empresas nos últimos meses.
Essa também é a realidade da PDG (PDGR3), a maior perdedora do ano. A construtora e incorporadora desidratou mais de 60% em apenas um dia, na última sexta-feira (3), após homologar aumento de capital de R$ 345 milhões.
Na contramão, as construtoras e incorporadoras Plano&Plano (PLPL3) e Cury (CURY3) disparam na bolsa desde o início do ano. A Plano&Plano avança 68% e a Cury, 78%, impulsionadas pelo fomento ao programa Minha Casa, Minha Vida, que ganhou mais musculatura neste governo — incluindo uma nova faixa de subsídio para financiamento de até R$ 500 mil a quem recebe entre R$ 8.600,01 e R$ 12.000.
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Nesse cenário, quem não surfa a onda acaba se afogando. E a PDG registra a pior queda da bolsa entre empresas com alto e médio volumes de negociação em 2025 — mais precisamente, 96,80% de perda. O levantamento é da consultoria Elos Ayta.
A consultoria revela ainda que 11 ações negociadas na B3 acumulavam queda superior a 50% no ano de 2025 até o dia 6 de outubro, mesmo com presença em todos os pregões do ano — o que indica que se trata de papéis com liquidez diária, e não de casos isolados de baixa negociação.
De volta à PDG, em apenas cinco dias de outubro, a companhia recuou 71,43%, evidenciando um movimento de forte deterioração recente.
Outra empresa que tem sofrido bastante no setor é a Gafisa (GFSA3), que desce 68,86%.
O mercado já digeria a iminente fusão entre Gol e Azul quando foi anunciado o fim da negociação que uniria as duas companhias aéreas em uma só. Houve uma recuperação pontual no preço das ações, mas insuficiente para apagar as perdas anuais.
A Gol (GOLL54) e a Azul (AZUL4) também figuram entre as maiores desvalorizações da bolsa em 2025, com recuos de 69,24% e 68,93%, respectivamente.
O mercado entendeu que a fusão criaria uma gigante endividada e, por isso, as perdas se acentuaram durante as negociações.
Mesmo encerradas as conversas para a fusão — pelo menos por enquanto —, as empresas seguem enfrentando forte pressão de custos operacionais, câmbio desfavorável e um ambiente de demanda que ainda não retornou aos patamares pré-pandemia, o que impede a recuperação do preço das ações.
Outro tombo relevante foi da Infracomm (IFCM3), que perdeu 82,63% no acumulado de 2025.
“A deterioração de valor não está associada à falta de liquidez, mas, sim, a uma reprecificação estrutural dos ativos”, diz Einar Rivero, sócio da Elos Ayta.
“Quando observamos ações com perdas superiores a 50% e que ainda assim apresentam presença diária no pregão, estamos diante de movimentos de mercado que refletem desconfiança estrutural dos investidores em relação aos fundamentos das empresas”, complementa o consultor.
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