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Cinco lições deixadas pela crise dos COEs da Ambipar e da Braskem
Publicado 11/10/2025 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/10/2025 • 07:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Os Certificados de Operações Estruturadas (COEs) da Ambipar e da Braskem resultaram em perdas de até 93% para alguns investidores nas últimas semanas. O caso expôs os riscos elevados desse tipo de operação, frequentemente vendida como uma alternativa segura e de “renda fixa com retorno turbinado”.
“Esses COEs, conforme descrito em seus documentos oficiais, eram de valor nominal em risco — ou seja, sem garantia de devolução do principal”, explicou Raphael Cordeiro, CIO da Zelen Family Office, empresa especializada em gestão patrimonial.
Segundo o especialista, o investidor estava exposto a dois riscos simultâneos: o do banco emissor — responsável pelo pagamento do título — e o do ativo subjacente, representado por bonds internacionais das duas companhias.
“Quando ocorre um evento de crédito, como falência, reestruturação ou moratória, o COE pode ser liquidado antecipadamente. No caso da Ambipar, o investidor recebeu apenas cerca de 7% do valor aplicado”, afirma Cordeiro.
Produtos estruturados como os COEs combinam o risco de crédito do emissor e o risco do ativo subjacente. Se qualquer um deles tiver problemas, o investidor perde.
Os títulos da Ambipar e da Braskem tinham prazo de cerca de 10 anos e mercado secundário restrito. Isso significa dificuldade de resgate antecipado e forte deságio em caso de venda antes do vencimento.
Os COEs prometiam cupons de até 18,47% ao ano, mas o retorno dependia da ausência de eventos de crédito. Esses riscos raramente são enfatizados na venda, e poucos investidores entendem que o ganho pode virar perda total.
Produtos complexos devem ocupar menos de 5% do portfólio, segundo Cordeiro. Diversificar emissores e prazos é essencial para preservar o capital.
Em momentos de estresse, liquidez é proteção. Investimentos sem negociação ativa e com precificação opaca aumentam a incerteza e dificultam decisões rápidas.
Cordeiro lembra ainda que COEs costumam gerar altas comissões de distribuição, que podem chegar a 1,9% ao ano, segundo o Documento de Informações Essenciais (DIE) da COE Braskem, emitido em setembro de 2023.
“Essas comissões criam potenciais conflitos de interesse, já que o assessor é remunerado na venda, independentemente do resultado do cliente”, explica.
Por isso, ele recomenda buscar consultoria independente, sem vínculo com o emissor, para avaliar custo-benefício e compatibilidade com o perfil de risco.
“O caso Ambipar–Braskem é um lembrete de que rendimentos altos significam riscos altos — especialmente quando há duplo risco de crédito, prazos longos e falta de liquidez”, resume Cordeiro. “A lição é clara: diversifique, limite a exposição e busque aconselhamento isento.”
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