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XP investiga se corretores informaram clientes corretamente sobre riscos dos COEs como nos casos de Ambipar e Braskem
Publicado 09/10/2025 • 10:10 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 09/10/2025 • 10:10 | Atualizado há 8 meses
A XP Investimentos está investigando possíveis irregularidades na comunicação entre assessores e clientes para a venda de produtos operados dentro da plataforma da companhia.
XP e BTG Pactual entraram na mira dos investidores após a crise dos Certificados de Operações Estruturadas (COEs) de Ambipar e Braskem. Com a desvalorização de bonds no exterior, os títulos foram liquidados automaticamente e geraram perdas de mais de 90% aos investidores.
A liquidação estava prevista em contrato em caso de desvalorização de mais de 50% dos títulos frente ao valor de emissão. O problema é que investidores, em relatos na plataforma Reclame Aqui e em redes sociais, alegam que não foram alertados sobre os riscos.
A prática de investigar a comunicação entre assessores e clientes não é nova e acontece com certa frequência nas empresas. Ainda assim, o caso recente ligou um sinal de alerta dentro da empresa. Com isso, as averiguações foram intensificadas.
O objetivo é identificar se as mensagens por assessores aos clientes continham todas as informações necessárias – inclusive os riscos de cada operação. Vale lembrar que há comissionamento com a venda dos produtos.
Não é um trabalho fácil. A XP conta com mais de 18 mil assessores que comercializam produtos operados em sua plataforma. Apenas 3 mil assessores são internos e o restante opera como agente autônomo.
A coluna procurou a XP e o BTG Pactual em relação às investigações, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. A reportagem será atualizada caso os pronunciamentos sejam enviados.
É importante destacar que os bancos não são responsáveis pela desvalorização e a consequente liquidação dos títulos. No caso dos COEs da Ambipar, a companhia passa por uma crise sem precedentes. A desvalorização das ações da empresa neste ano na B3 é de 94%
A companhia recentemente entrou com um pedido de tutela cautelar – uma proteção temporária contra credores e que geralmente antecede ao pedido de recuperação judicial. Há investigações em curso para averiguar um possível rombo bilionário no caixa da companhia.
No caso da Braskem, que busca uma injeção de capital e uma resolução para a participação pertencente à Novonor, vale destacar que a empresa foi rebaixada em agências de risco. Os papéis sob o ticker BRKM5 operam com queda de 43% neste ano.
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