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Lula chega a Roma para abertura do Fórum Mundial da Alimentação
Publicado 12/10/2025 • 12:05 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 12/10/2025 • 12:05 | Atualizado há 3 meses
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou às 10h35 (horário de Brasília) deste domingo (12) na capital italiana Roma, para participar da abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025, principal evento anual da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A visita marca as comemorações pelos 80 anos da criação da FAO e ocorre em um momento simbólico, poucos meses após o anúncio da saída do Brasil do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo (SOFI 2025), divulgado em julho.
De acordo com o coordenador-geral de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério das Relações Exteriores, ministro Saulo Arantes Ceolin, a presença de Lula reforça a parceria histórica entre o Brasil e a FAO.
“O objetivo principal da viagem é esse: prestigiar o Fórum e, sobretudo, comemorar o aniversário da organização, que é tão importante e com a qual o Brasil mantém uma relação robusta há décadas”, afirmou Ceolin.
Criado em 1945, o Fórum é uma plataforma global voltada a acelerar a transformação dos sistemas agroalimentares, alinhada à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Estruturado em três pilares — Juventude, Ciência e Inovação, e Investimentos —, o evento segue a diretriz dos “quatro melhores” (four betters) do diretor-geral Qu Dongyu: melhor produção, melhor nutrição, melhor meio ambiente e melhor vida.
A edição de 2025 terá atividades comemorativas e de reconhecimento de boas práticas em segurança alimentar e agricultura sustentável. “Haverá, além do calendário normal, uma série de outros eventos — a inauguração de um novo museu, uma mostra especial e premiações de ações e iniciativas de combate à pobreza e de promoção da agricultura sustentável”, explicou Ceolin.
Segundo o ministro, a confirmação da presença de Lula foi reafirmada em julho, logo após a divulgação do relatório da FAO. “No mesmo dia em que o Brasil foi oficialmente retirado do Mapa da Fome, o presidente ligou para o diretor-geral da FAO, que reiterou o convite para que ele estivesse presente nesta semana em Roma”, disse.
Ainda nesta segunda-feira, o presidente encerrará a Segunda Reunião do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e inaugurará o espaço do Mecanismo de Apoio da iniciativa, que funcionará como seu secretariado.
Copresidida por Brasil e Espanha, a Aliança reúne ministros, representantes de governos, agências da ONU, bancos multilaterais e organizações da sociedade civil. O encontro avaliará o progresso desde a criação da iniciativa, em 2024, e discutirá os próximos passos da Iniciativa de Implementação Acelerada (Fast Track).
O programa apoia planos nacionais de combate à fome e à pobreza em países como Etiópia, Quênia, Haiti, Ruanda e Zâmbia, com mais de 80 manifestações de interesse de parceiros financeiros e técnicos. Atualmente, a Aliança apoia o desenvolvimento de nove planos nacionais de ação contra a fome, a pobreza e os riscos climáticos.
“Desde o início do ano, selecionamos um grupo inicial de 13 países em desenvolvimento, que apresentaram suas demandas e áreas prioritárias. A partir disso, o Conselho de Campeões definiu esse grupo e começamos a trabalhar na construção dos primeiros planos de ação”, explicou Ceolin. “Não se trata de projetos isolados, mas de planos estruturantes para a implementação de políticas públicas.”

Durante a reunião, também serão discutidos os desdobramentos da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, proposta pela presidência brasileira da COP30. O documento será lançado em novembro, durante a Cúpula de Líderes em Belém.
Em Roma, Lula também participará da inauguração oficial do Mecanismo de Apoio da Aliança Global, que funcionará como o secretariado da iniciativa, com sede na FAO e escritórios em Brasília, Adis Abeba, Bangkok e Washington. “Concluímos todos os processos de seleção internacional, seguindo os padrões das Nações Unidas. O secretariado está pronto para iniciar formalmente suas atividades”, afirmou Ceolin.
A Aliança Global prepara ainda a Primeira Cúpula de Líderes, marcada para 3 de novembro, em Doha, no Catar, paralelamente à Segunda Cúpula de Desenvolvimento Social das Nações Unidas. O encontro reunirá chefes de Estado e de Governo para anunciar novos compromissos de financiamento e cooperação internacional.
Com quase 200 membros, incluindo 103 países, a Aliança se consolidou como um espaço de coordenação global para acelerar os esforços na implementação dos ODS 1 (Erradicação da Pobreza) e 2 (Fome Zero). Seu objetivo é mobilizar e alinhar recursos nacionais e internacionais — públicos, privados e técnicos — em torno de políticas sustentáveis de combate à fome e à pobreza extrema, com foco nos países e populações mais vulneráveis.
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