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Às vésperas da COP30, ONU alerta que 900 milhões dos mais pobres enfrentam riscos diretos do aquecimento global
Publicado 17/10/2025 • 21:40 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 17/10/2025 • 21:40 | Atualizado há 3 meses
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A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta sexta-feira (17) que quase 80% das pessoas mais pobres do mundo — cerca de 900 milhões — estão diretamente expostas a perigos climáticos agravados pelo aquecimento global, enfrentando uma “carga dupla e profundamente desigual”.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) afirmou em comunicado que ninguém está imune aos efeitos das mudanças climáticas, cada vez mais frequentes e severas, como secas, inundações, ondas de calor e poluição do ar. No entanto, destacou que “são os mais pobres entre nós que enfrentam o impacto mais severo”.
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O relatório anual do PNUD, elaborado em parceria com a Iniciativa de Pobreza e Desenvolvimento Humano de Oxford, mostra que 1,1 bilhão de pessoas — o equivalente a 18% dos 6,3 bilhões de habitantes de 109 países analisados — vivem em situação de pobreza multidimensional aguda.
Essa condição inclui fatores como mortalidade infantil, falta de acesso à moradia adequada, saneamento, energia elétrica e educação. O documento ressalta ainda que metade dos afetados são menores de idade.
O relatório identifica quatro principais riscos ambientais aos quais as populações mais vulneráveis estão expostas: calor extremo, secas, inundações e poluição do ar. Segundo a ONU, esses perigos representam uma ameaça direta à saúde, à segurança alimentar e ao desenvolvimento econômico das regiões mais pobres.
O PNUD destacou que a COP30, cúpula climática da ONU marcada para novembro de 2025 em Belém (PA), será “um momento decisivo” para que os líderes mundiais reconheçam a ação climática como uma ação também contra a pobreza.
“A crise climática é, ao mesmo tempo, uma crise de desigualdade”, resume o comunicado. “Combater o aquecimento global é também combater a pobreza em suas múltiplas dimensões.”
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