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La Niña acende alerta para a safrinha do milho e marca início irregular do ciclo da soja
Publicado 30/10/2025 • 09:14 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 30/10/2025 • 09:14 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A presença do fenômeno La Niña de baixa intensidade, mas com duração prolongada, coloca o agronegócio brasileiro em um cenário de atenção. Embora não seja intenso, sua persistência até o início do outono de 2026 tende a impactar o plantio da soja e a segunda safra de milho, exigindo maior planejamento por parte dos produtores.
“Mesmo sendo de baixa intensidade, este La Niña tem potencial relevante em duração e impacto, justamente por coincidir com um momento de transição climática e alta sensibilidade na produção agrícola brasileira”, explica Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.
Modelos do CPC/NOAA indicam 55% de probabilidade de transição para neutralidade entre janeiro e março de 2026, o que significa que os efeitos mais significativos devem ocorrer entre dezembro e fevereiro, fase crítica para o desenvolvimento das lavouras de soja, milho e algodão.
Segundo Pliego, o fenômeno já dá sinais consistentes: “A combinação entre o resfriamento do Pacífico e o aquecimento anômalo do Atlântico Sul tende a reforçar os contrastes típicos da La Niña, com chuvas irregulares e temperaturas elevadas no Centro-Sul, e precipitações acima da média no Norte e Nordeste.”

Os impactos da La Niña variam conforme a região produtora. No Centro-Oeste e parte do Sudeste, o fenômeno tende a favorecer chuvas mais regulares e temperaturas amenas, condições que estimulam o avanço do plantio e o bom estabelecimento das lavouras de soja.
“Esse padrão climático mais úmido tem favorecido o retorno antecipado das chuvas e impulsionado o avanço da semeadura”, destaca Pliego. Dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) mostram que o Mato Grosso já havia semeado mais de 60% da área prevista em meados de outubro, acima da média histórica.
No Norte e Nordeste, a previsão de precipitações acima da média deve ajudar a recompor o armazenamento hídrico e recuperar pastagens em áreas afetadas pela seca. Já o Sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina, deve enfrentar chuvas irregulares e períodos de veranico, o que reduz a umidade do solo.
“No Sul, há risco de queda pontual na produtividade da soja e do milho de primeira safra, especialmente se as estiagens coincidirem com as fases de florescimento e enchimento de grãos”, alerta a analista.
Historicamente, anos de La Niña vêm acompanhados de maior volatilidade nos preços dos grãos. “Se houver quebras no Sul do Brasil e na Argentina, o mercado internacional pode reagir com valorização dos prêmios de exportação, abrindo boas oportunidades para o Brasil”, observa Pliego.

Diante desse cenário, a especialista recomenda estratégias integradas de gestão de risco. “É o momento de travar preços de forma gradual, utilizar seguro agrícola nas regiões mais expostas e avaliar fixações cambiais. O equilíbrio entre preço, câmbio, seguro e manejo é o que garante estabilidade até o fim da safra.”
Para Pliego, informação e planejamento serão decisivos. “O sucesso da safra dependerá do equilíbrio entre clima, manejo e gestão. Com preparo adequado, o La Niña pode deixar de ser um risco e se transformar em oportunidade de eficiência e rentabilidade.”
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