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Brasil é o segundo maior destino de investimento estrangeiro direto do mundo em 2025
Publicado 31/10/2025 • 16:16 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 31/10/2025 • 16:16 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Com alta nas entradas de capital produtivo, o Brasil encerrou o primeiro semestre de 2025 como o segundo maior destino de investimento estrangeiro direto no mundo.
Segundo dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país recebeu US$ 38 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED) entre janeiro e junho — alta de 48% sobre os US$ 25,6 bilhões registrados no mesmo período de 2024.
Com esse resultado, o Brasil manteve a segunda posição no ranking mundial de IED, atrás apenas dos Estados Unidos, que somaram US$ 149 bilhões, e à frente de Reino Unido (US$ 37 bilhões), Canadá (US$ 34 bilhões) e México (US$ 32 bilhões).
É o segundo semestre consecutivo em que o país ocupa a vice-liderança mundial na atração de capital produtivo, reforçando seu papel de destaque entre as economias emergentes.
O Investimento Estrangeiro Direto (IED) é o capital que empresas ou investidores de um país aplicam em negócios produtivos de outro, com intenção de participação duradoura. Ele envolve abertura de filiais, compra de empresas ou reinvestimento de lucros, sendo um indicador de confiança e integração econômica.
A OCDE atribui o bom resultado brasileiro, assim como o da China, ao reinvestimento de lucros e a ajustes de empréstimos entre empresas do mesmo grupo econômico.
Essas operações refletem o interesse de multinacionais em ampliar presença no país, mesmo diante de um cenário global de incerteza e fragmentação das cadeias produtivas.
O Brasil recebeu US$ 21,7 bilhões no primeiro trimestre e US$ 15,8 bilhões no segundo — valor ainda superior aos US$ 12,9 bilhões registrados no mesmo período de 2024.
No contexto do G20, a OCDE agrupa o Brasil com Índia e China como os países que lideraram o crescimento do investimento estrangeiro direto entre as economias emergentes.
Enquanto a Índia se destacou pela expansão dos aportes em tecnologia e serviços, e a China recebeu mais fluxos em manufatura avançada, o Brasil foi citado pela expansão dos projetos greenfield em energia renovável e produção industrial, áreas consideradas estratégicas na transição energética global.
Os fluxos mundiais de IED somaram US$ 663 bilhões entre janeiro e junho, volume 6% inferior ao do primeiro semestre de 2024.
Após uma alta de 18% no primeiro trimestre, houve queda de 38% no segundo, refletindo a desaceleração global.
Mesmo nesse contexto, o Brasil se destacou como único país latino-americano entre os cinco maiores destinos de investimento direto.
O México, em quinto lugar, recebeu US$ 32 bilhões, impulsionado pelo reinvestimento de lucros de multinacionais.
De acordo com a OCDE, a resiliência brasileira decorre da diversificação setorial — com aportes em manufatura, energia renovável, agronegócio e tecnologia — e de um mercado interno robusto, que mantém o país atrativo para o capital internacional.
| Posição (1S25) | País | 1º Sem 2024 | Ano 2024 | 1º Sem 2025 |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Estados Unidos | 140 | 286 | 149 |
| 2 | Brasil | 25,6 | 59 | 38 |
| 3 | Reino Unido | 18 | 15 | 37 |
| 4 | Canadá | 10 | 22 | 34 |
| 5 | México | 27 | 44 | 32 |
| 6 | China | 15 | 27 | 28 |
| 7 | França | 12 | 20 | 24 |
| 8 | Índia | 11 | 9 | 24 |
| 9 | Suécia | 14 | 33 | 19 |
Os Estados Unidos mantiveram a liderança global com US$ 149 bilhões, alta de 6% sobre o mesmo semestre de 2024.
O Reino Unido apresentou forte recuperação após resultados negativos em 2024, e o Canadá mais que triplicou suas entradas de capital no período.
China e Índia também registraram avanços significativos, refletindo a retomada de projetos greenfield e maior reinvestimento de lucros.
Na Europa, a recuperação foi desigual: França e Alemanha cresceram, mas Irlanda sofreu forte retração devido à repatriação de lucros de multinacionais americanas.
Nos países da OCDE, as entradas de IED caíram 4%, impactadas pela desaceleração europeia.
Entre os emergentes do G20, o fluxo cresceu 31%, com Brasil, China e Índia entre os principais vetores dessa expansão.
Nas saídas de capital (outflows), o Japão manteve a liderança global (US$ 98 bilhões), seguido por China (US$ 61 bilhões) e Luxemburgo (US$ 57 bilhões).
As empresas dos Estados Unidos reduziram seus investimentos externos em 19%, em meio à repatriação de lucros e ajustes intraempresa.
A OCDE ressalta que, embora os volumes globais ainda estejam abaixo dos níveis históricos, o mapa do investimento direto mostra uma mudança estrutural: as economias emergentes de grande porte, como o Brasil, ganham relevância crescente na geografia do capital internacional.
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