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Ex-sócio do Master tenta vender o Banco Pleno em meio a crise de liquidez
Publicado 30/01/2026 • 09:50 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/01/2026 • 09:50 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A busca por um comprador ou parceiro estratégico para o Banco Pleno ganhou fôlego no mercado financeiro nos últimos dias. Controlada pelo banqueiro Augusto Lima, a instituição, anteriormente denominada Banco Voiter, enfrenta um cenário de crescente incerteza após a liquidação do Banco Master.
Lima, que foi sócio de Daniel Vorcaro e figura entre os investigados no caso Master, assumiu o controle integral do Voiter e do Credcesta em julho de 2025, em uma operação aprovada pelo Banco Central após o executivo vender sua participação na instituição recém-liquidada.
A instituição busca ativamente um comprador e chegou a apresentar o negócio à holding J&F, que declinou o interesse pelo ativo. O movimento ocorre em meio ao afastamento do ex-sócio do Banco Master da gestão do Pleno, medida tomada após ele ter sido detido, e posteriormente liberado,durante a Operação Compliance Zero.
Leia também: “Não estaria aqui de tornozeleira”: Vorcaro nega influência política no caso Master
A entrada de um novo controlador no Banco Pleno exigiria um aporte inicial de ao menos R$ 1 bilhão. No entanto, especialistas do setor estimam que seriam necessários outros R$ 2 bilhões adicionais para assegurar a estabilidade operacional da instituição.
Para viabilizar o negócio, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é visto como um possível facilitador, podendo atuar por meio de subsídios ou da concessão de linhas de crédito emergenciais.
O banco negou um processo formal de venda. Segundo a instituição, a estratégia mira parcerias. “O Banco Pleno segue o plano de negócios aprovado pelo Banco Central e avalia parcerias estratégicas para fortalecer a operação”, informou em nota.
Leia também: Carteiras do Master eram rentáveis até surgirem problemas de liquidez do banco, diz ex-presidente do BRB
A captação do Banco Pleno no mercado primário enfrenta obstáculos significativos desde que plataformas como XP e BTG interromperam a oferta de seus títulos aos investidores — uma mudança de postura ocorrida após a operação da Polícia Federal. O agravamento das incertezas sobre a liquidez da instituição, acentuado pela liquidação do Banco Master, fez com que as taxas dos papéis do Pleno disparassem no mercado secundário, atingindo o patamar de 170% do CDI.
Em setembro, o passivo da instituição totalizava R$ 6,8 bilhões, montante que incluía R$ 5,2 bilhões em depósitos a prazo (CDBs) – em sua maioria protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e R$ 759,7 milhões em letras financeiras.
No âmbito do acordo firmado com o Master, Lima comprometeu-se a assumir uma dívida de R$ 470 milhões com o antigo controlador do Indusval, hoje Voiter. Com operações concentradas no crédito consignado por meio do Credcesta, o Banco Pleno registrava uma carteira total de R$ 123 milhões em setembro. Para sustentar a oferta de crédito aos servidores, a instituição permanece dependente da captação contínua de recursos no mercado.
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