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Arquivos de Jeffrey Epstein: Presidente da Câmara anuncia votação na próxima semana sobre a divulgação de documentos
Publicado 12/11/2025 • 23:01 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 12/11/2025 • 23:01 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: IMAGO/MediaPunch via Reuters Connect
Caso Epstein: confira as personalidades mencionadas em arquivos de Jeffrey Epstein
Uma petição na Câmara dos Representantes para forçar uma votação sobre a divulgação dos arquivos de Jeffrey Epstein alcançou nesta quarta-feira (12) a assinatura final necessária para avançar. A deputada Adelita Grijalva, democrata do Arizona, forneceu o 218º apoio logo após assumir seu mandato, depois de sete semanas de atraso. Ela venceu a eleição especial que preencheu a vaga deixada pela morte de seu pai, o deputado Raúl Grijalva.
Poucas horas depois, o presidente da Câmara, Mike Johnson, republicano da Louisiana, anunciou que a votação ocorrerá na próxima semana. A proposta obriga o Departamento de Justiça a tornar públicos os documentos relacionados a Epstein, condenado por crimes sexuais e morto por suicídio em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. Epstein e Donald Trump foram próximos durante anos antes de romperem laços no início dos anos 2000.
Apesar do avanço da petição, a medida dificilmente se tornará lei. Para isso, precisaria ser aprovada pelo Senado, controlado pelos republicanos, e ainda estaria sujeita a veto de Trump.
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Segundo o New York Times, a deputada Lauren Boebert, republicana do Colorado e uma das quatro integrantes do partido que assinaram a petição, foi convocada à Casa Branca para uma reunião com autoridades do Departamento de Justiça e do FBI, parte dos esforços do governo Trump para impedir a votação.
A advogada Jennifer Freeman, que representa Maria Farmer — vítima de Epstein —, afirmou à MSNBC que sobreviventes “foram mantidos no escuro por décadas” e que o governo ignorou relatos dos abusos cometidos por Epstein e Ghislaine Maxwell. Ela pediu que o Congresso aprove a divulgação integral dos arquivos.
Nesta quarta-feira, democratas da Câmara divulgaram mais de 20 mil documentos obtidos do espólio de Epstein por intimação. O material inclui e-mails e mensagens de texto nas quais Epstein menciona Trump. Em uma troca de 2018 com Kathryn Ruemmler, ex-conselheira da Casa Branca no governo Obama, ele escreveu: “Eu sei o quão sujo Donald é”, após receber um artigo sobre a confissão de culpa de Michael Cohen, ex-advogado de Trump.
Em outro e-mail, de abril de 2019, enviado ao autor Michael Wolff, Epstein afirmou que Trump “sabia sobre as meninas”, sem esclarecer o contexto. Em uma mensagem de 2011 para Ghislaine Maxwell, ele disse que “o cachorro que não latiu é o Trump” e relatou que uma vítima teria “passado horas” em sua casa com o então futuro presidente, acrescentando que Trump “nunca foi mencionado uma única vez”. Não está claro o que Epstein quis dizer com essas expressões.
A CNBC não verificou de forma independente os documentos divulgados pelos democratas.
Trump nega qualquer conhecimento sobre os abusos cometidos por Epstein. O presidente nunca foi acusado de irregularidades relacionadas ao caso. Em publicação no Truth Social, ele acusou democratas de tentar usar o tema para desviar a atenção do impacto da paralisação do governo.
“Os democratas estão tentando ressuscitar a farsa de Jeffrey Epstein porque farão qualquer coisa para desviar a atenção do quão mal se saíram com a paralisação”, escreveu. Ele também afirmou que “só um republicano muito ruim, ou estúpido, cairia nessa armadilha”.
Trump acrescentou que os democratas “custaram ao país 1,5 trilhão de dólares” com o shutdown e disse que o foco dos republicanos deve ser reabrir o governo e reparar “os enormes danos causados pelos democratas”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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