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EXCLUSIVO: É hora de repensar o sistema financeiro, diz economista sobre caso Banco Master
Publicado 18/11/2025 • 19:14 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/11/2025 • 19:14 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução/Times Brasil
Roberto Troster, economista e sócio da Troster e Associados
A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e a liquidação extrajudicial do Banco Master geraram grande preocupação no mercado financeiro, com investidores e clientes temendo por suas perdas, disse Roberto Troster, economista e sócio da Troster e Associados, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que sinais de problemas no banco eram visíveis há muito tempo: “O Banco Master pagava taxas muito acima do mercado, o que já era um sinal de alerta. Além disso, a falta de transparência em relação aos balanços e o rápido crescimento do banco indicavam que algo estava errado”.
Troster também criticou a inerência do sistema financeiro, que demorou para reagir a essa situação. “O Banco Central demorou um pouco para atuar. E a ideia de um banco estatal em Brasília tentar comprar um banco de tesouraria em São Paulo não fazia sentido. O FGC vai perder cerca de um terço de seus recursos para cobrir os depósitos do Banco Master. Isso vai gerar uma necessidade de capitalização, e talvez seja necessário pedir contribuições extraordinárias dos bancos”, explicou.
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Em relação ao impacto da crise no custo do crédito, o especialista acredita que o efeito será limitado. “Embora os bancos tenham que fazer aportes maiores ao FGC, isso afetará mais os bancos maiores, mas de forma proporcional ao passivo. O impacto no custo do crédito não será tão grande. Talvez o limite de R$ 250 mil seja exagerado. Um valor mais baixo, como R$ 100 mil, faria mais sentido”, sugeriu.
A Polícia Federal investiga ainda a fabricação de carteiras de crédito no Banco Master, o que incluiria a emissão de títulos falsos. Troster explicou como isso poderia ocorrer no sistema bancário: “Ele tinha muitos precatórios, ativos de alto risco e alta volatilidade. É fácil falsificar documentos, especialmente com a tecnologia atual, se não houver uma verificação cuidadosa”, afirmou.
Por fim, ele considerou que, apesar da falta de ação imediata, a intervenção do Banco Central foi importante para evitar maiores prejuízos à sociedade. “Agora é hora de repensar o sistema financeiro e garantir que situações como essa não se repitam. O Banco Central tem a responsabilidade de monitorar de forma mais eficiente para evitar crises futuras”, concluiu.
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