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OCDE vê resiliência no PIB global e melhora projeções para o Brasil
Publicado 02/12/2025 • 08:42 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 02/12/2025 • 08:42 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
OCDE prevê crescimento global moderado e melhora cenário para o Brasil
Pixabay.
Em relatório divulgado nesta terça-feira (2), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta um cenário de resiliência para a economia mundial, com crescimento global de 3,2% em 2025, 2,9% em 2026 e leve recuperação para 3,1% em 2027.
A organização destaca que o ritmo perde força no curto prazo devido à transmissão das novas tarifas, à incerteza geopolítica e ao enfraquecimento gradual do mercado de trabalho.
A inflação deve retornar à meta na maior parte das economias até 2027. Nos países do G20, a taxa deve cair de 3,4% em 2025 para 2,5% em 2027, acompanhando condições financeiras mais favoráveis e melhora do consumo.

Para o Brasil, a OCDE elevou a estimativa de crescimento do PIB para 2,4% em 2025 e 1,7% em 2026, refletindo o desempenho forte da agricultura e a sustentação do consumo. O mercado de trabalho segue aquecido, com desemprego na mínima histórica de 5,6%.
Mesmo com a revisão positiva, a organização aponta sinais de desaceleração: atividade em queda desde abril, recuo nas vendas do varejo, produção industrial fraca e confiança menor entre empresas. Para 2026, o investimento deve ser pressionado por juros altos, incerteza global e impactos das tarifas americanas.
“O consumo privado será sustentado pela continuidade na criação de empregos e pelo forte avanço dos salários. Juros elevados e incertezas na política global continuarão pesando sobre o investimento em 2026, e tarifas mais altas sobre muitas exportações para os Estados Unidos, caso sejam mantidas, acabarão afetando as vendas externas. A inflação deverá recuar gradualmente, permanecendo acima da meta, mas dentro do limite superior da banda de tolerância a partir do segundo trimestre de 2026”, diz o relatório.
A inflação deve permanecer acima da meta, segundo a OCDE: 5,1% em 2025, 4,2% em 2026 e 3,8% em 2027. A Selic, atualmente em 15%, deve iniciar ciclo de queda apenas em 2026, recuando lentamente até cerca de 10,5% em 2027.
Nesta semana, o boletim Focus projetou a inflação em 4,43%.
No campo fiscal, a OCDE afirma haver risco elevado de descumprimento das metas. A dívida bruta deve subir de 77,7% do PIB para 82,2% em 2027, exigindo controle maior dos gastos obrigatórios.

A economia chinesa deve avançar 5% em 2025, estável em relação a 2024, antes de desacelerar para 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027. O consumo é limitado por poupança elevada e menor demanda por bens duráveis após programas de trocas antecipadas. O investimento imobiliário deve seguir em queda.
A política do Banco do Povo da China permanece de estímulo, mas com espaço reduzido para cortes de juros devido ao risco para bancos e ativos em deterioração.
Para os Estados Unidos, a OCDE estima crescimento de 2% em 2025 e 1,7% em 2026. O arrefecimento deve ocorrer por menor contratação, impacto das tarifas sobre preços e cortes no orçamento público.
A inflação medida pelo PCE deve cair de 3% em 2024 para 2,3% em 2026. A desinflação é mais rápida que a prevista anteriormente. A política monetária deve seguir com cortes graduais até a faixa de 3,25% a 3,5% em 2026.
Entre os riscos estão possível correção nas bolsas, persistência inflacionária e fragilidade no crédito. O impulso do investimento em inteligência artificial segue como fator positivo.
O PIB da zona do euro deve crescer 1,3% em 2025, 1,2% em 2026 e 1,4% em 2027. A demanda interna melhora e o comércio global deve se recuperar a partir de 2026. A expectativa para a inflação é de 2,1% em 2025 e perto de 2% a partir de 2026.
A política monetária do Banco Central Europeu deve permanecer prudente, com taxa de depósito estabilizada em 2% até 2027.
A economia britânica deve crescer 1,4% em 2025, 1,2% em 2026 e 1,3% em 2027. O aperto fiscal e um mercado de trabalho menos dinâmico limitam o crescimento. A inflação revisada para cima deve atingir 3,5% em 2025 antes de recuar para 2,1% em 2027.
A dívida pública segue em alta rumo a 106,2% do PIB até 2027.
O Japão deve crescer 1,3% em 2025 e 0,9% em 2026 e 2027, sustentado pela demanda doméstica. O Banco do Japão deve apertar a política monetária, enquanto o fiscal segue expansionista em 2026.
A Coreia do Sul deve crescer 1% em 2025 e 2,1% em 2026 e 2027, com inflação alinhada à meta e juros em queda gradual para 2,25% até meados de 2026.
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