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O que é IPCA? Entenda como funciona o índice que mede a inflação brasileira
Por André Amadeus
Publicado 02/03/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: reprodução.
Fictor
No início de fevereiro deste ano, o Grupo Fictor entrou com um pedido de recuperação judicial (RJ). Já na última quarta-feira (25), uma perícia protocolou um laudo no qual se recomenda a inclusão de todas as empresas do conglomerado no procedimento de RJ.
Nesse sentido, o grupo administra oito empresas. Entre elas, estão: Fictor Alimentos S.A., Fictor Asset, Fictor Energia, Fictor Real Estate, FictorPay, Dr. Foods, Fredini Alimentos e Vensa Alimentos. Além delas, possuem também mais de 20 subsidiárias.
No entanto, um documento emitido no dia 23 de fevereiro pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo indica que 19 subsidiárias deveriam entrar no processo de recuperação judicial. Em contrapartida, o grupo rejeitou essas inclusões, alegando que as subsidiárias são independentes, com governança própria. Logo, a integração delas no procedimento poderia prejudicar a geração de caixa que sustenta o grupo atualmente.
Contudo, no caso da recuperação judicial, a Fictor Invest e a Fictor Holding estão no centro do processo, pois acumularam R$ 4 bilhões em dívidas.
Ademais, do total, há ausência de atividade em pelo menos 3 subsidiárias, de acordo com a perícia. Dentro disso, a análise indica que todas as empresas que captaram recursos com investidores precisam fazer parte do processo – incluindo os valores vindos da modalidade de Sociedade em Conta de Participação (SCPs).
Agora, segundo um documento acessado pelo Broadcast, um juiz deve dar ao Grupo Fictor 5 dias para apresentar os documentos de análise de viabilidade dessa inclusão.
Leia também: Grupo Fictor pede recuperação judicial: como ficam os investidores da Fictor Alimentos?
Anteriormente, o Grupo Fictor declarou quais empresas deveriam entrar na recuperação. No entanto, a perícia já se posicionou a favor da inclusão compulsória de outras subsidiárias, como:
Ademais, a perícia recomendou ainda a proteção contra cobranças judiciais envolvendo as 28 subsidiárias do grupo e que essa proteção seja estendida por mais 15 dias. Nesse contexto, é válido destacar que um juiz suspendeu as execuções de dívidas e bloqueios durante 30 dias, no dia 3 de fevereiro.
Leia também: Quem é o Grupo Fictor, empresa que entrou em recuperação judicial após crise do Banco Master
Ainda sobre o laudo mais recente, constatou-se falta de atividade em diversas subsidiárias. Entretanto, visitas foram refeitas, levando a perícia a retroceder em algumas conclusões. Na prática, manteve-se a percepção de inatividade em relação à Fictor Agro Comércio de Grãos e nas Usinas Termelétricas de geração de energia II e III.
Os próximos passos do Grupo Fictor serão focados em levantar R$ 4 bilhões. Em geral, as dívidas vieram em meio à tentativa de compra do Banco Master, que prejudicou a reputação do conglomerado, levando à saída de investidores. Enquanto isso, outros investidores foram impactados pelo atraso do pagamento de dividendos em dezembro. Por isso, a recuperação judicial gira em torno, principalmente, da Fictor Holding e Fictor Invest, que terão 180 dias de cobranças de dívidas e bloqueios suspensos.
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