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Conheça a empresa bilionária que quer transformar o pagamento de aluguel nos EUA
Publicado 11/12/2025 • 11:43 | Atualizado há 2 meses
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Prédios na região de Manhattan, em Nova York
Pexels
A Esusu, fintech que usa o pagamento de aluguel para construir histórico de crédito, acaba de levantar US$ 50 milhões em uma rodada de investimentos, e atingiu avaliação de US$ 1,2 bilhão. A plataforma, que já opera em mais de 5 milhões de unidades de locação nos Estados Unidos, tem ganhado relevância ao atacar um problema estrutural do sistema financeiro americano: a invisibilidade de milhões de inquilinos diante das agências de crédito.
Nos EUA, o aluguel movimenta cerca de US$ 1,4 trilhão por ano, mas apenas uma minoria dos proprietários, cerca de 20%, reporta esses pagamentos às bureaus como Experian, Equifax e TransUnion. Como resultado, mais de 50 milhões de pessoas seguem sem qualquer histórico de crédito, mesmo pagando aluguel em dia há anos.
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“Quando as pessoas pagam aluguel, a gente garante que isso apareça na pontuação de crédito delas”, disse o CEO e cofundador Wemimo Abbey, em entrevista à CNBC. Segundo ele, 110 milhões de americanos vivem de aluguel, mas menos de 10% desses dados aparecem nas pontuações de crédito.
A Esusu se posiciona justamente para preencher essa lacuna. A fintech já ajudou inquilinos a acessarem US$ 30 bilhões em financiamentos imobiliários graças ao histórico de pagamentos registrado pela plataforma.
A empresa também ampliou sua rede de parceiros e hoje fornece tecnologia para 65% dos maiores proprietários de imóveis comerciais dos EUA, além de bancos e instituições financeiras. Entre os grupos que utilizam a tecnologia estão Blackstone, Morgan Properties, Nuveen Real Estate e Invitation Homes.
Com o novo aporte, a Esusu pretende expandir três frentes: ampliar a distribuição de sua API de reporte de aluguel; lançar em 2026 o Esusu Pay, ferramenta que permitirá parcelar o aluguel e fortalecer o uso de dados de aluguel na análise de crédito imobiliário, movimento que tem respaldo da Federal Housing Finance Agency.
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A história dos fundadores – Abbey, nascido em Lagos, e Samir Goel, de Nova Délhi – também moldou o propósito social da fintech. Ambos viram suas famílias sofrerem sem acesso ao crédito após migrarem para os EUA. Abbey relembra que, sem pontuação de crédito, sua família precisou recorrer a um agiota que cobrava juros de mais de 400% ao ano. “Minha mãe vendeu a aliança do meu pai. Foi assim que começamos”, disse ele.
Com crescimento acelerado e impacto social direto, a Esusu foi listada na Disruptor 50 da CNBC, no 49º lugar, e agora entra oficialmente no clube dos unicórnios.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.