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Ela decidiu concorrer ao Congresso americano – e diz que perdeu o emprego por isso
Publicado 16/12/2025 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/12/2025 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação/Lisa Vedernikova Khanna
Lisa Vedernikova Khanna afirma ter perdido o emprego depois de se candidatar ao Congresso americano
A ex-chefe de gabinete da plataforma de compras Instacart, Elizabeth Vedernikova Khanna, entrou com um processo na Justiça da Califórnia alegando ter sido demitida porque sua candidatura ao Congresso dos Estados Unidos, pelo Partido Democrata, poderia gerar desgaste entre a empresa e o governo Trump.
A informação foi revelada pelo Washington Post e confirmada em documentos judiciais apresentados no último domingo (14).
Khanna, que concorre ao 1º Distrito da Virgínia e usa o nome Lisa em sua campanha, afirma que o Instacart inicialmente aprovou sua candidatura, mas voltou atrás após revisar suas posições públicas, incluindo apoio ao direito ao aborto e ao controle de armas.
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Segundo o processo, a empresa concluiu que “o potencial risco de uma possível reação negativa de republicanos à empresa era maior do que o direito da Sra. Khanna de disputar um cargo público”.
Horas depois dessa revisão, a empresa teria proibido Khanna de concorrer enquanto mantivesse o cargo e, menos de duas semanas depois, optado pela demissão. Os advogados dela afirmam que a conduta do Instacart se insere em um movimento mais amplo de grandes empresas buscando evitar atritos com o governo Trump desde sua volta à Presidência.
“Existe um histórico bem documentado de grandes corporações se esforçando ao máximo para agradar o governo Trump”, disseram em nota.
O processo ainda menciona ações da então CEO Fidji Simo após a eleição de 2024, incluindo o envio de um presente de congratulação a Ivanka Trump, uma doação de US$ 100 mil ao fundo da posse presidencial e a busca ativa por reuniões com altos funcionários do governo.
O Instacart rejeitou categoricamente as acusações. “A alegação de Khanna de que sua saída do Instacart teve motivação política é totalmente falsa”, afirmou um porta-voz em nota enviada à CNBC.
Segundo a empresa, o problema não era a posição política da funcionária, mas um conflito de interesse inerente ao cargo. “Seria impossível para Lisa cumprir as exigências do cargo enquanto comandava por 17 meses uma campanha federal para o Congresso”, disse a companhia, acrescentando que sempre apoiou seu envolvimento cívico e aprovou pedidos anteriores para funções políticas menos intensas.
O porta-voz afirmou ainda que o Instacart ofereceu duas alternativas: uma licença não remunerada ou um contrato de consultoria pago por hora. De acordo com a empresa, Khanna recusou ambas e teria solicitado US$ 5 milhões, mais de 20 vezes seu salário anual, o que o Instacart descreveu como uma exigência sem fundamento.
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Khanna afirma que sua demissão viola leis estaduais que protegem atividades políticas de funcionários. Ela pede julgamento por júri e busca indenização compensatória e punitiva, incluindo danos emocionais e financeiros.
A ação também solicita que a Justiça obrigue o Instacart a implementar treinamento obrigatório para executivos e funcionários sobre leis que proíbem retaliação por envolvimento político.
O caso adiciona mais um capítulo às disputas entre política e grandes empresas no ambiente corporativo americano, agora sob o retorno de Donald Trump à Casa Branca.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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