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Qual é o plano de saúde dos Correios? Entenda os motivos de ele estar em crise
Publicado 18/12/2025 • 09:35 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/12/2025 • 09:35 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Paul R. Burley/Wikimedia Commons.
Correios: entenda o plano de reestruturação em três etapas
Depois do corte de benefícios de Natal, a crise financeira dos Correios agora atinge diretamente o seu plano de saúde. Embora ainda esteja mantido pela empresa, o plano vê sua operação pressionada pelas dificuldades financeiras.
Na prática, foram feitos cancelamentos de consultas, descredenciamento de hospitais e clínicas, além de novos obstáculos para autorizar exames e tratamentos. O prejuízo do funcionamento do convênio médico está diretamente associado à deterioração do caixa da companhia.
Para chegar nesse nível, foi necessário passar pela inadimplência primeiro. Em setembro, a dívida dos Correios com o plano de saúde chegou a R$ 740 milhões — mais do que o dobro dos R$ 348 milhões, registrados em dezembro de 2024.
Consequentemente, a falta de pagamento comprometeu a capacidade da operadora de honrar os demais pagamentos que devia à rede credenciada. Assim, o atendimento dos cerca de 193 mil beneficiários começou a ver prejuízos na oferta de serviços.
Leia mais: Após prejuízo bilionário, Correios preveem ampliar corte de milhares de funcionários até 2027
O plano de saúde dos Correios é a Postal Saúde, fundada em 2013, o plano conta com 202.653 beneficiários e atende aos empregados, aposentados e pensionistas dos Correios, bem como seus dependentes. Junto a isso, também atendem aos empregados do Plano de Previdência Privada (Postalis) e da própria operadora.
Nesse contexto, a Postal Saúde oferece três modalidades de plano: a Correios Saúde I, Correios Saúde II e a Viver Saúde. Para isso, conta com uma rede credenciada de mais de 13 mil prestadores de serviço.
Como um serviço oferecido pela estatal, os beneficiários não pagam mensalidade para usar o plano de saúde. No entanto, quem estiver incluído no plano CorreiosSaúde devem respeitas às regras de compartilhamento e pagar uma taxa pela coparticipação.
Nesse sentido, assim como explicitado em documento oficial, a taxa de coparticipação é cobrada quando se utiliza a Assistência Médica, de acordo com os tetos de 10%, 15% ou 20%, conforme a faixa salarial.
Em geral, a cobrança ocorre quando se utiliza os serviços da rede credenciada a partir de guias emitidas pelo Ambulatório, pela Unidade de Emissão de Guia ou em atendimento emergencial. Dentro disso, é válida tanto para beneficiários-titulares ou dependentes.
De acordo com os dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Índice Geral de Reclamações (IGR) do Postal Saúde saltou de 49,2 pontos em fevereiro para 111,45 em julho. Em novembro, o convênio viu um leve recuo para 98,6.
Porém, no mesmo período, a média do setor atingiu 48 pontos – enquanto os planos de grande porte registraram 51,1 pontos. Dessa forma, a operadora estreou entre os cinco planos mais reclamados da sua categoria.
Ademais, o número de reclamações registradas na ANS passou de 1,4 mil em 2023 para 1.648 em 2024; e chegou a 1.887 entre janeiro e novembro de 2025, uma alta de 14,5%. Com isso, até mesmo tratamentos oncológicos passaram a ter dificuldades de continuidade. Outros procedimentos de alta complexidade também foram suspensos.
Leia mais: Correios: empréstimo bilionário avança e entra na reta final; veja o que ainda falta
Mesmo assim, os Correios seguem como mantenedores do Postal Saúde. Além disso, a ANS monitora as atividades do plano de saúde.
Para tentar neutralizar a situação crítica, os Correios incluiu essa demanda ao valor bilionário que solicita de empréstimo. Após um novo grupo de bancos propor um montante de R$ 12 bilhões, resta aguardar pela aprovação do Tesouro Nacional.
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