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De burnout à IA: ex-médico cria startup avaliada em mais de US$ 460 milhões
Publicado 24/12/2025 • 11:40 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 24/12/2025 • 11:40 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Cortesia de Thomas Kelly
O Dr. Thomas Kelly é o cofundador e CEO da Heidi
Em 2017, Thomas Kelly concluiu a faculdade de medicina e iniciou a carreira clínica, um objetivo que, segundo ele, cultivava desde a infância. A experiência prática, no entanto, rapidamente expôs um descompasso entre a formação médica e a realidade do sistema de saúde.
“O tempo com cada paciente era extremamente limitado. Eu tinha apenas 10 minutos por consulta”, afirmou Kelly em entrevista ao CNBC Make It. Segundo ele, a rotina envolvia atendimentos em série, chegando a cerca de 100 pacientes por dia, além da gestão constante de exames, relatórios e tarefas administrativas.
A dinâmica comprometeu o modelo de cuidado que Kelly idealizava. Em um cenário considerado ideal, ele gostaria de acompanhar pacientes de forma contínua, compreender o contexto familiar e dedicar mais tempo às consultas. Na prática, porém, a pressão por produtividade levou ao que definiu como um “esgotamento incrível” — uma realidade cada vez mais comum entre profissionais de saúde.
A experiência funcionou como gatilho para buscar soluções tecnológicas capazes de reduzir a carga burocrática da medicina. A partir disso, Kelly passou a desenvolver uma ferramenta de inteligência artificial voltada à transcrição automática de consultas e geração de notas clínicas, com o objetivo de devolver tempo ao atendimento direto ao paciente.
A iniciativa deu origem à Heidi, assistente médica de IA da qual Kelly é cofundador e CEO. Em outubro, a empresa anunciou uma rodada Série B de US$ 65 milhões, que avaliou o negócio em US$ 465 milhões, consolidando seu lugar no ecossistema global de healthtechs.
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Natural de Melbourne, na Austrália, Kelly afirma que sua escolha pela medicina foi influenciada pelo médico de atenção primária que o acompanhou durante a infância — alguém que combinava empatia, rigor técnico e pensamento analítico.
Durante a graduação, Kelly explorou áreas como matemática e ciência da computação, antes de optar definitivamente pela medicina. Em 2013, ingressou na Universidade de Melbourne para cursar a faculdade médica.
Paralelamente aos estudos, começou a produzir conteúdo educacional no YouTube e a oferecer aulas para estudantes de medicina. O projeto, inicialmente um hobby, ganhou escala e se transformou em um pequeno negócio educacional.
Para administrar melhor o tempo, Kelly passou a experimentar ferramentas de inteligência artificial. O primeiro produto foi um simulador de entrevistas médicas, batizado de Oscar, que permitia aos alunos treinar interações com avaliadores. Em 2020, cerca de 20 mil estudantes utilizavam a plataforma.
Com a evolução da tecnologia, Kelly percebeu aplicações mais amplas. Se a IA conseguia compreender diálogos complexos em ambientes de avaliação, também poderia interpretar conversas entre médicos e pacientes. A partir disso, passou a vislumbrar a automação de notas clínicas, apoio a diagnósticos diferenciais e tarefas administrativas — gargalos centrais da medicina contemporânea.
Em 2021, enfrentou uma decisão-chave: iniciar a residência em cirurgia vascular ou abandonar a prática médica para se dedicar integralmente à nova tecnologia. Optou pela segunda alternativa.
Desde então, a Heidi vem sendo adotada por profissionais de saúde como ferramenta de apoio à documentação clínica e à eficiência operacional. Atualmente, a empresa já captou quase US$ 100 milhões em investimentos, inserindo-se no movimento mais amplo de uso da IA para reduzir burnout e aumentar a produtividade no setor de saúde.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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