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Revolta agrícola na França: bloqueios são suspensos, mas devem retornar com força em janeiro
Publicado 26/12/2025 • 19:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 26/12/2025 • 19:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Sarah Meyssonnier / Reuters
Um dos principais sindicatos agrícolas da França, em protesto contra a gestão governamental de um surto de dermatose nodular contagiosa (DNC), retirou vários bloqueios em rodovias no sudoeste do país nesta sexta-feira. Apesar da trégua em alguns pontos, a categoria convocou os produtores a “retornarem ainda mais fortes” em janeiro.
“Após 12 dias de luta, estamos levantando o acampamento de Cestas”, ao sul de Bordeaux, afirmou em comunicado a seção local da Coordenação Rural (CR), o segundo maior sindicato do setor na França. A organização critica o “silêncio” e o “desprezo” demonstrados pelo governo.
Outra seção local confirmou à agência AFP a desmontagem de barreiras na rodovia A64, em Briscous (perto de Bayonne), e em um pedágio em Pau, após uma reunião com o prefeito da região. No entanto, alguns pontos de resistência permanecem ativos perto de Toulouse, especialmente em Carbonne — local emblemático onde se iniciou a grande mobilização agrícola de janeiro de 2024.
Leia também: Agricultores mantêm bloqueios no sudoeste da França em pleno Natal
A faísca que inflamou o campo desta vez foi o abate, no início de dezembro, de um rebanho de 200 vacas em Ariège, onde foi detectado o primeiro foco de DNC na região. A doença, que afeta bovinos mas não é transmitida a seres humanos, surgiu na França há alguns meses, inicialmente na região da Saboia.
A intervenção da polícia para garantir a eutanásia dos animais chocou os agricultores. A partir de 12 de dezembro, os bloqueios se multiplicaram pelas rodovias, concentrados principalmente no sudoeste francês.
Os líderes sindicais foram recebidos pelo primeiro-ministro em 20 de dezembro e, posteriormente, pelo presidente Emmanuel Macron no dia 23, para discutir o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que também gera forte oposição da categoria. Contudo, o Ministério da Agricultura reiterou na última quarta-feira que o protocolo de contenção da DNC — que exige o abate total do rebanho em caso de infecção — “não pode ser revisto”.
“Fazemos reivindicações, mas continuamos sem resposta. O governo continua surdo”, lamentou Jean-Paul Ayres, porta-voz da Coordenação Rural de Gironde. O sindicato exige o fim do abate de todo o rebanho quando apenas um caso é detectado. “Portanto, o combate continuará a partir de 5 de janeiro.”
Uma das figuras mais proeminentes do movimento, José Pérez, ameaçou “marchar sobre Paris” com 1.000 tratores em janeiro. Ele reivindica uma moratória de dez anos para as regulamentações ambientais que, segundo ele, sufocam a agricultura francesa, além de protestar contra o acordo com o Mercosul, cuja assinatura foi adiada, a princípio, para o dia 12 de janeiro.
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