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Agricultores mantêm bloqueios no sudoeste da França em pleno Natal
Publicado 25/12/2025 • 17:00 | Atualizado há 4 semanas
Publicado 25/12/2025 • 17:00 | Atualizado há 4 semanas
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Bastien Arberet / AFP
Agricultores continuavam bloqueando diversas estradas e rodovias no sudoeste da França na manhã desta quinta-feira (25), após passarem a véspera de Natal nas barricadas, montadas há mais de 10 dias. O movimento protesta contra a gestão governamental de um surto de dermatose nodular contagiosa bovina.
A gendarmeria (polícia local) registrou os mesmos pontos de bloqueio do dia anterior, incluindo as rodovias A63, ao sul de Bordeaux; a A64, em diversos pontos entre Toulouse e Bayonne; a A65, em Thèze (Pirineus Atlânticos); e a A75, em Lozère e Aveyron.
Em Cestas, no bloqueio da A63, a ceia de Natal foi organizada no estilo “auberge espagnole” (onde cada um leva um prato), acompanhada por um mercado de produtores locais. O evento reuniu entre 80 e 90 pessoas na madrugada de quarta para quinta-feira, segundo a Coordenação Rural da Gironda (CR33).
“Uma missa foi celebrada e, em seguida, tivemos nossa pequena ceia. Tudo correu bem”, declarou à AFP Jean-Paul Ayres, porta-voz da CR33, acrescentando: “É Natal, mas a mobilização continua hoje”.
Em comunicado, a CR33 agradeceu aos participantes deste “Natal fora do comum”, descrevendo-o como um “momento de calor humano”, feito de “solidariedade, partilha e apoio”, mas também de “cansaço após dias e noites de resistência”.
Já no bloqueio da A64, nos Pirineus Atlânticos, a unidade local da Coordenação Rural planeja uma carreata de tratores na cidade de Pau na noite desta quinta-feira.
No bloqueio de Carbonne, ao sul de Toulouse, o grupo “Ultras da A64” também organizou uma missa na noite de quarta-feira, que contou com a presença de pelo menos 300 pessoas. Os manifestantes serviram ostras, perus e javali assado no rolete, em um ambiente decorado com árvores de Natal e guirlandas. Muitos moradores da região, que apoiam o movimento desde o início do acampamento em 12 de dezembro, juntaram-se novamente aos agricultores.
Leia também: Macron afirma que a França se opõe à imposição do acordo UE-Mercosul
Desde o início da epidemia, na região da Saboia, no último verão europeu, a França tenta conter a propagação do vírus com base em três pilares: o abate sistemático de todo o rebanho assim que um caso é detectado, a vacinação e a restrição de trânsito de animais.
Essa gestão é fortemente contestada por uma parte dos produtores, especialmente pela Coordenação Rural (segundo maior sindicato da categoria) e pela Confederação Camponesa (terceiro maior), que rejeitam a estratégia de abater rebanhos inteiros ao menor sinal da doença.
Na Alta Garona, 72 vacas foram abatidas na última terça-feira após a detecção de um novo caso na vila de Juzet-d’Izaut, elevando o balanco nacional para 115 focos desde junho. O último caso de grande impacto havia ocorrido em 15 de dezembro, no departamento vizinho de Aude.
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