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Visa e Mastercard se preparam para um mundo em que agentes de IA fazem compras por você
Publicado 29/12/2025 • 08:33 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/12/2025 • 08:33 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Empresas globais de tecnologia e meios de pagamento aceleram a criação da infraestrutura para uma nova etapa do comércio digital baseada em agentes de inteligência artificial.
Esses sistemas são projetados para agir em nome do usuário: buscar produtos, comparar preços, escolher opções e concluir pagamentos dentro de um chatbot.
Para o consumidor brasileiro, a ideia é simplificar tarefas comuns do dia a dia, como comprar passagens aéreas, reservar hotéis ou aproveitar promoções, sem precisar alternar entre sites e aplicativos.
Até recentemente, chatbots ajudavam apenas na pesquisa.
A finalização da compra exigia sair da conversa e acessar uma plataforma de e-commerce ou aplicativo bancário.
Esse modelo começa a mudar.
Empresas como Visa e Mastercard trabalham para permitir que agentes autorizados façam pagamentos diretamente dentro da interface de conversa, usando credenciais já cadastradas pelo usuário.
Executivos do setor afirmam que essa transição pode ser tão relevante quanto a passagem do varejo físico para o comércio eletrônico.
Na prática, o usuário delega a tarefa ao agente.
Um comando como “encontre o voo mais barato para viajar de madrugada, sem escalas e dentro do orçamento” permite que o sistema pesquise, compare, reserve e pague automaticamente.
Os agentes também podem operar de forma autônoma, desde que autorizados.
Isso inclui compras condicionais, como adquirir um produto quando o preço cair abaixo de um valor definido, mesmo que o usuário esteja offline.
Visa e Mastercard já realizaram projetos-piloto com lojistas e consumidores.
Segundo executivos das empresas, o uso comercial de agentes para compras personalizadas e seguras pode começar no primeiro trimestre de 2026.
Hoje, mais da metade das transações da Visa já ocorre no ambiente digital, o que facilita a expansão desse novo modelo de consumo assistido por IA.
As transações por agentes devem acontecer em plataformas amplamente usadas, como sistemas da OpenAI e do Google, além de agentes próprios de bancos, aplicativos e varejistas.
A OpenAI lançou recentemente um recurso que permite finalizar compras dentro do ChatGPT.
A Perplexity, por sua vez, firmou parceria com a PayPal para oferecer compras assistidas por IA nos Estados Unidos.
Grandes varejistas observam o movimento com atenção. A Amazon testa soluções próprias, ao mesmo tempo em que tenta limitar a atuação de agentes externos em sua plataforma.
Apesar do avanço, o uso de agentes levanta questões sensíveis.
Uma delas é garantir que apenas sistemas autorizados realizem transações financeiras.
A Visa lançou o “Trusted Agent Protocol”, em parceria com a Cloudflare, usando autenticação criptográfica para diferenciar agentes legítimos de bots maliciosos.
Outro desafio é a responsabilidade em caso de erro.
Se um agente comprar o produto errado ou reservar uma data incorreta, surge um novo ator na cadeia de disputas: a plataforma de IA, que se soma ao consumidor, ao banco e ao lojista.
Para defensores do modelo, os agentes reduzem tempo de busca, ampliam acesso à informação e tornam o processo de compra mais eficiente.
Para empresas, o desafio será operar em um ambiente de comparação de preços permanente e decisões cada vez mais automatizadas.
Executivos do setor de pagamentos avaliam que a adoção dos agentes é inevitável.
A escala depende de ajustes regulatórios, regras claras de responsabilidade e padrões de segurança, mas a expectativa é de que a mudança ocorra em meses, não em anos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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