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China lidera corrida global por robôs humanoides
Publicado 30/12/2025 • 13:15 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/12/2025 • 13:15 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
robôs humanoides / Arjun Kharpal | CNBC
Xpeng displayed its humanoid robot called “Iron” at the IAA auto show in Munich, Germany on September 8, 2025. Arjun Kharpal | CNBC
A China deve sair na frente na corrida global pelos robôs humanoides a partir de 2026, impulsionada por políticas estatais, escala industrial e avanço na aplicação prática da inteligência artificial. Embora empresários como Elon Musk tenham colocado a tecnologia no centro de suas projeções de longo prazo, são empresas chinesas que devem iniciar a produção em massa antes das rivais americanas.
Robôs humanoides são máquinas projetadas para se mover e interagir como humanos, combinando algoritmos de inteligência artificial com hardware avançado, como semicondutores, sensores e atuadores. A promessa é de aplicação ampla, que vai de fábricas e centros logísticos a hotéis, escritórios e residências.
Nos últimos anos, Pequim transformou a robótica em um eixo estratégico da política industrial. O tema aparece nas diretrizes do 15º Plano Quinquenal, divulgado após reunião do Comitê Central do Partido Comunista, com destaque para a chamada “inteligência artificial incorporada”, conceito que engloba robôs, veículos autônomos e outros sistemas físicos baseados em IA.
O objetivo é duplo. De um lado, enfrentar o envelhecimento da população e a redução da força de trabalho. De outro, consolidar liderança tecnológica em áreas consideradas críticas na disputa com os Estados Unidos.
Analistas avaliam que a China já lidera a fase inicial de comercialização dos robôs humanoides, com capacidade de escalar produção mais rapidamente que os concorrentes ocidentais.
Entre os principais nomes do setor está a Unitree, que prepara uma abertura de capital avaliada em cerca de US$ 7 bilhões e apresentou neste ano seu novo robô humanoide, o H2. Já a UBTech Robotics planeja entregar 500 robôs industriais em 2025 e elevar a produção de humanoides para 5 mil unidades em 2026 e 10 mil em 2027.
Outra empresa em destaque é a AgiBot, que anunciou recentemente a saída do seu robô humanoide de número 5 mil da linha de montagem. A montadora Xpeng, por sua vez, apresentou a segunda geração de seu robô humanoide, batizado de Iron, com início da produção em larga escala previsto para o próximo ano.
Hoje, mais de 150 empresas atuam no segmento de robôs humanoides na China, número que segue em expansão.
Especialistas apontam que a principal vantagem chinesa está na profundidade da cadeia de suprimentos e na experiência recente em escalar rapidamente tecnologias complexas, como veículos elétricos. Esse ambiente permite reduzir custos de produção de forma acelerada, com estimativas de queda anual entre 20% e 30%.
Além disso, governos locais oferecem subsídios e incentivos diretos às empresas do setor, reforçando o ritmo de expansão.
Nos Estados Unidos, a vantagem está concentrada em software, algoritmos avançados e autonomia dos sistemas, com empresas apostando em integração vertical para controlar componentes críticos e proteger propriedade intelectual.
Apesar do avanço, o setor enfrenta gargalos importantes. Um deles é a dependência de chips avançados, muitos deles produzidos por empresas americanas. Outro desafio está na dificuldade técnica de reproduzir com precisão movimentos humanos complexos, como mãos e dedos.
O custo também é um obstáculo. Protótipos avançados ainda custam entre US$ 150 mil e US$ 500 mil por unidade, muito acima do patamar considerado competitivo frente ao trabalho humano.
Autoridades chinesas também alertaram para o risco de formação de uma bolha no setor. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma citou a multiplicação de empresas com produtos semelhantes e lembrou ciclos anteriores de expansão e correção, como ocorreu no mercado de veículos elétricos.
Analistas avaliam que, no curto prazo, a China deve liderar o mercado global de robôs humanoides, mas que, no longo prazo, a disputa com os Estados Unidos tende a se equilibrar, com adoção em massa mais próxima de 2040.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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