Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Brasil abriu 525 novos mercados para o agronegócio com potencial bilionário
Publicado 03/01/2026 • 21:30 | Atualizado há 3 dias
A DeepSeek abalou os mercados há um ano. Por que esse impacto ficou para trás?
Após queda de Maduro, mercado vê favorito na corrida por petróleo da Venezuela
Maduro diz ter sido sequestrado e se declara “prisioneiro de guerra” em tribunal nos EUA
O que muda para os mercados após tensão na Venezuela? 5 sinais no radar dos investidores
Ataque americano à Venezuela coloca em foco retórica da China sobre Taiwan
Publicado 03/01/2026 • 21:30 | Atualizado há 3 dias
KEY POINTS
Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
Agronegócio
O agronegócio brasileiro abriu 525 novos mercados internacionais ao longo dos últimos três anos, sendo 225 apenas em 2025, alcançando 82 países e 58 destinos no último ano. Segundo o Ministério da Agricultura, as novas aberturas têm potencial de elevar as exportações do agronegócio em até US$ 37,5 bilhões por ano em um horizonte de cinco anos, à medida que o fluxo comercial amadureça.
De acordo com a pasta, as aberturas já adicionaram US$ 3,4 bilhões à balança comercial brasileira e consolidaram um ritmo médio de 14 novos processos concluídos por mês.
Leia também:
Café: safras de Brasil e Vietnã aliviam oferta, mas não devem derrubar preços
As proteínas animais lideraram as aberturas de mercado do agronegócio, com 112 novos processos concluídos. Na sequência aparecem material genético animal, com 79 autorizações, e alimentação para animais, com 61.
O México foi o principal destino, com 24 autorizações para produtos brasileiros, segundo dados da plataforma Aberturas de Mercado da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
Cada novo mercado aberto no agronegócio representa a permissão sanitária para exportar um produto específico a um determinado país. O processo, no entanto, não implica embarques imediatos.
Após a aprovação sanitária, ainda são necessárias etapas como habilitação de empresas, registros e negociação comercial, o que costuma levar de seis meses a um ano para o início efetivo do comércio.
A importância das aberturas para o agronegócio se reflete nos números da balança comercial. Entre janeiro e novembro de 2025, as exportações do setor atingiram US$ 155,25 bilhões, alta de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério da Agricultura.
Com isso, o agro respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luis Rua, as aberturas atendem a dois eixos centrais: a necessidade de diversificar a pauta exportadora e a busca de outros países por segurança alimentar.
A estratégia foi intensificada após o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros a partir de agosto. Mesmo assim, as vendas do agronegócio aos EUA recuaram apenas 4% no acumulado do ano, mantendo saldo positivo.
Entre os principais avanços estão a liberação da carne bovina brasileira para o México após 20 anos de negociação, a exportação de algodão para o Egito, de sorgo para a China e de carne de frango kosher para Israel.
Além das aberturas, outros 220 mercados foram ampliados, com mais empresas habilitadas e maior abrangência regional, o que gerou mais US$ 7 bilhões à balança do agronegócio, segundo o ministério.
O setor de carne bovina teve 29 novos mercados abertos no período. Para a Abiec, a diversificação ajudou a mitigar os impactos das tarifas americanas.
Segundo o presidente da entidade, Roberto Perosa, destinos como Vietnã, Indonésia e México ganharam relevância. O México tornou-se o segundo maior comprador da carne brasileira em meio à escalada tarifária dos EUA.
Entre as prioridades do setor estão as aberturas de mercado para carne bovina no Japão, Coreia do Sul e Turquia. O Japão é o mais avançado nas negociações e é visto como um mercado de alto valor, hoje suprido principalmente por Estados Unidos e Austrália.
Para a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, as aberturas são essenciais, mas precisam caminhar junto com acordos comerciais que reduzam tarifas.
Ela cita como exemplo o acordo entre Mercosul e União Europeia, que prevê desgravação tarifária, mas convive com barreiras paralelas, como a Lei Antidesmatamento do bloco.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Venezuela lidera ranking do petróleo; veja os 10 países com mais reservas
2
Carne bovina: Brasil vai propor à China assumir cota de países que não cumprirem volumes
3
Executivo do Grupo Corona é encontrado morto no México
4
Curtailment recua no fim do ano, mas segue em níveis elevados
5
São Paulo já tem shows confirmados para 2026; veja artistas, festivais e valores