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China, Rússia e Irã condenam ação dos EUA; Macron manifesta apoio
Publicado 04/01/2026 • 11:50 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 04/01/2026 • 11:50 | Atualizado há 3 dias
KEY POINTS
REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos EUA, Donald Trump, concede uma coletiva de imprensa enquanto o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o observa, após um ataque dos EUA à Venezuela no qual o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados, a partir do clube Mar-a-Lago de Trump em Palm Beach, Flórida, EUA, em 3 de janeiro de 2026.
O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à ação militar dos Estados Unidos e afirmou que o “povo venezuelano está livre da ditadura de Nicolás Maduro e só pode se alegrar com isso”.
Macron disse esperar que o candidato da oposição venezuelana nas eleições de 2024, Edmundo González Urrutia, a quem chamou de presidente, possa assegurar uma transição “o mais rápido possível”.
Horas antes, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, havia dito que o ataque dos EUA contrariava o princípio do não uso da força, um dos fundamentos do direito internacional.
Já o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que a tensão traz “potenciais implicações preocupantes para a região” e abre um precedente perigoso, “independentemente da situação na Venezuela”.
Outros líderes mundiais questionaram a ação americana, ao mesmo tempo em que criticaram Nicolás Maduro. Espanha e Rússia se ofereceram como mediadores. Irã e China, aliados da Venezuela, condenaram os EUA — Qiu Xiaoqi, representante do governo chinês para a América Latina e o Caribe, esteve com Maduro na véspera da ação americana.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, disse estar “profundamente alarmado” com a ação dos EUA. “Independentemente da situação na Venezuela, tais acontecimentos constituem um precedente perigoso“, afirmou Guterres, que enfatizou a importância de que todos os países cumpram plenamente a Carta da ONU.
“Apelo a todos os atores na Venezuela a engajarem-se em um diálogo inclusivo, pautado pelo pleno respeito aos direitos humanos e ao estado de direito”, completou.
A vice-presidente da União Europeia e representante da entidade para assuntos internacionais, Kaja Kallas, disse que conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e com o embaixador europeu em Caracas.
Ela afirmou ainda que a UE “tem afirmado repetidamente que Maduro não tem legitimidade e defendido uma transição pacífica“. “Em todas as circunstâncias, os princípios do Direito Internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados. Pedimos contenção”, declarou no X.
O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à ação dos EUA e afirmou que o povo venezuelano deve se alegrar com a queda de Nicolás Maduro. Macron disse, em postagem, que o presidente venezuelano causou um “grave dano à dignidade de seu próprio povo”. “Desejamos que o Presidente Edmundo González Urrutia, eleito em 2024, possa assegurar essa transição o mais rápido possível”, acrescentou.
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Horas antes, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, havia dito que o ataque dos EUA contra a Venezuela contrariava o princípio do não uso da força, um dos fundamentos do Direito Internacional. “A França lembra que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que os povos soberanos decidem sozinhos o seu futuro”, disse, em uma publicação na rede X.
Barrot havia afirmado ainda que as múltiplas violações do princípio do não uso da força terão “graves consequências para a segurança mundial”. Apesar das críticas aos EUA, o ministro também se posicionou em relação a Maduro, dizendo que ele havia privado o povo venezuelano de suas liberdades fundamentais, em “grave violação à sua dignidade e autodeterminação”.
A Espanha defendeu o Direito Internacional e fez um apelo “à desescalada e à moderação”. O governo espanhol também se colocou à disposição para mediar o conflito. “A Espanha está disposta a colocar seus bons ofícios à disposição para alcançar uma solução pacífica e negociada para a crise atual”, declarou o Ministério das Relações Exteriores espanhol, em nota.
O presidente espanhol Pedro Sánchez, disse que o país acompanha “exaustivamente” a situação na Venezuela e também defendeu o respeito às normas do Direito Internacional e da Carta da ONU.
O país condenou o ataque e também se ofereceu para ajudar a buscar uma solução pacífica. “Nas circunstâncias atuais, é particularmente importante evitar qualquer nova escalada e concentrar-se na busca de uma solução por meio do diálogo. Acreditamos que todas as partes com queixas existentes devem buscar soluções para seus problemas por meio do diálogo. Estamos prontos para ajudar nesses esforços”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo.
A China afirmou estar “profundamente chocada” e condenou “veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e contra seu presidente”, segundo comunicado distribuído pelo Ministério de Relações Exteriores do país. “Tais atos hegemônicos dos EUA violam gravemente o direito internacional e a soberania da Venezuela, e ameaçam a paz e a segurança na América Latina e na região do Caribe. A China se opõe firmemente a isso”, diz o texto.
O país apelou aos EUA para que “respeitem o Direito Internacional e os propósitos e princípios da Carta da ONU, e cessem as violações da soberania e da segurança de outros países”.
Aliado da Venezuela, o Irã chamou a ação de “uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial”. O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu ao Conselho de Segurança da ONU que “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilizar os culpados.
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