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Mercados de previsão reagem a postura mais agressiva da política externa dos EUA
Publicado 06/01/2026 • 21:31 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 06/01/2026 • 21:31 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Foto: AFP.
Donald Trump, presidente dos EUA
Operadores de mercados de previsão aumentaram as apostas de que mais abalos internacionais podem estar por vir após a operação do presidente Donald Trump na Venezuela.
Negociadores dessas plataformas em rápido crescimento passaram recentemente a comprometer dinheiro com base em qual poderá ser o próximo foco da Casa Branca. O aumento das apostas ocorre enquanto Wall Street e o público em geral observam a mudança do governo Trump em direção a ações internacionais rápidas e contundentes.
“A principal conclusão para os investidores é que Trump está se sentindo muito mais confortável e confiante no uso da força militar”, escreveu o analista Andy Laperriere, da Piper Sandler, em uma nota a clientes na segunda-feira. “Seu primeiro ano no segundo mandato foi caracterizado por energia ilimitada e tomada de riscos, e isso se estendeu ao uso das forças armadas.”
As chances de Trump “retomar” o Canal do Panamá antes do início de 2029 no mercado de previsões da Kalshi saltaram para acima de 35%, ante menos de 30% no fim da semana passada. Trump disse no ano passado que não descartaria o uso de força militar para obter controle da rota marítima que liga o Pacífico ao Atlântico.
A probabilidade de os EUA “assumirem o controle” da Groenlândia subiu para 38% ao meio-dia de terça-feira, um aumento de cerca de oito pontos percentuais desde meados da semana passada. Em determinado momento do fim de semana, as chances chegaram a ultrapassar 46%.
Um mercado maior, baseado no valor financeiro apostado, de que Trump irá “comprar ao menos parte” do território dinamarquês, girava em torno de 25%, acima dos menos de 20% registrados no fim da semana passada.
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Siga o Times | CNBCAs apostas combinadas nessas duas questões na Kalshi somam cerca de US$ 2,5 milhões (R$ 13,45 milhões). Líderes da Groenlândia rejeitaram repetidamente os comentários de Trump de que os EUA pretendem assumir o controle do território. Ainda assim, Trump reiterou seus apelos para tomar posse do território europeu em uma entrevista à revista The Atlantic, publicada neste fim de semana.
“Nós realmente precisamos da Groenlândia, absolutamente”, disse Trump à revista.
Mujtaba Rahman, diretor-gerente para a Europa da consultoria Eurasia Group, afirmou que o governo dinamarquês entrou em “modo de crise total” após os comentários mais recentes de Trump.
Na Polymarket, novos mercados avaliados em dezenas de milhares de dólares surgiram nos últimos dias em torno de um possível ataque à Colômbia e de uma invasão de Cuba. Trump já fez ameaças a ambos os países. Apostadores da Kalshi também começaram a prever neste fim de semana que Ali Khamenei, líder supremo do Irã, deixará o cargo antes do próximo ano. A chance disso acontecer, parte de um mercado de quase US$ 1 milhão (R$ 5,38 milhões), agora gira em torno de 54%.
Trump autorizou ataques aéreos contra o Irã no ano passado, levando os EUA ao conflito entre a república islâmica e Israel. Na semana passada, Trump ameaçou “detonar completamente” o Irã caso o país reconstruísse seu programa nuclear.
“Agora, estou ouvindo que o Irã está tentando se reerguer novamente, e, se estiver, vamos ter que derrubá-los. Vamos derrubá-los”, disse Trump. “Vamos detonar completamente. Mas, com sorte, isso não está acontecendo.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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