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Ibovespa B3 segue trajetória de alta e sobe mais de 1%; dólar fecha em queda
Publicado 06/01/2026 • 18:23 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 06/01/2026 • 18:23 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
O Ibovespa B3 voltou a subir com força nesta terça-feira (6) e encerrou o pregão em alta de 1,11%, aos 163.663,88 pontos, e durante o dia, voltou à casa dos 164 mil pontos pela primeira vez desde 5 de dezembro.
Na máxima do dia, o índice chegou a 164.117,70 pontos, às 11h09, refletindo maior apetite por risco, mesmo em um ambiente externo ainda marcado por incertezas geopolíticas.
O movimento positivo foi impulsionado principalmente por Vale (VALE3), que avançou 3,68%, beneficiada pela resiliência do minério de ferro e pelo fluxo comprador em ações ligadas a commodities metálicas.
Já o setor de petróleo teve desempenho mais contido, com Petrobras (PETR4) recuando 1,72%, em meio à volatilidade dos preços internacionais do petróleo após os desdobramentos da crise na Venezuela.
Entre os papéis mais negociados, Azul (AZUL54) voltou a chamar atenção pela forte oscilação, acumulando queda superior a 17%, enquanto, nas maiores altas do dia, apareceram ações de menor capitalização, como Ambipar, Azevedo & Travassos e Oncoclínicas, refletindo movimentos pontuais de correção e busca por ativos descontados.
No mercado de juros, a Taxa DI permaneceu estável em 14,90%, com o Índice DI avançando para 54.343,18 pontos, indicando que, apesar da melhora no humor com ações, o mercado segue cauteloso quanto ao início do ciclo de cortes da Selic.
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Segundo análise de Jorge Dib, gestor de portfólio da Galápagos Capital, o cenário macro segue desafiador e marcado por forças opostas. No radar internacional, Dib destaca que o mercado de petróleo continua extremamente volátil e que a possível retomada da produção venezuelana, mesmo com apoio de empresas americanas, é um processo de longo prazo, com impacto limitado nos preços no curto prazo.
“Esse é um investimento que demanda bilhões de dólares e de três a sete anos para que a produção volte a níveis mais próximos do potencial”, avalia.
No campo da política monetária, Dib ressalta que tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos os dados de atividade continuam resilientes, o que dificulta movimentos mais rápidos de afrouxamento monetário. No Brasil, a força do setor de serviços e a inflação ainda distante da meta reduzem o espaço para cortes antecipados da Selic.
Já nos EUA, apesar de sinais de desaceleração gradual, os preços seguem pressionados, o que deve levar o Federal Reserve a manter uma postura cautelosa, com expectativa de cortes apenas ao longo de 2026.
Para o gestor, a manutenção dos juros elevados, embora pressione setores mais sensíveis como construção civil, reforça a credibilidade dos bancos centrais no combate à inflação. “A atividade segue forte mesmo com juros elevados, o que mostra que a economia está mais resiliente do que se imaginava”, afirma.
No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,48%, cotado a R$ 5,37, refletindo o enfraquecimento global da moeda americana e a atratividade do carry trade no Brasil, apesar do noticiário geopolítico ainda carregado.
O pregão foi marcado, portanto, por uma combinação de bolsa em alta superior a 1%, retorno aos 164 mil pontos, dólar mais comportado e um cenário macro que segue exigindo cautela, mas sem impedir o avanço dos ativos de risco no início de janeiro.
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