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Ações da Glencore saltam 8% com retomada de conversas sobre megafusão com a Rio Tinto

Publicado 09/01/2026 • 07:25 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • Rio Tinto e Glencore retomaram as conversas sobre um possível acordo de aquisição, com as ações da Glencore subindo 8% na sexta-feira com a notícia.
  • Se concluída, a operação resultaria na formação da maior mineradora do mundo.
  • As negociações realizadas entre as duas empresas no fim de 2024 haviam sido interrompidas anteriormente.

Divulgação/Rio Tinto

Prédio Rio Tinto

As ações da Glencore listadas em Londres subiram 8% na manhã de sexta-feira, após a confirmação de que uma possível oferta de aquisição de US$ 260 bilhões por parte da Rio Tinto voltou à mesa.

Os papéis eram negociados com alta de 8,5%. Já as ações da Rio Tinto listadas em Londres caíam 2,6%, depois de os papéis negociados na Austrália terem encerrado a sessão de sexta-feira com queda de 6,3%.

“Rio Tinto e Glencore vêm mantendo discussões preliminares sobre uma possível combinação de parte ou da totalidade de seus negócios, o que pode incluir uma fusão integral por meio de troca de ações entre Rio Tinto e Glencore”, afirmou a Rio Tinto, a maior das duas empresas, em comunicado divulgado no início da manhã de sexta-feira (9).

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“Na expectativa atual das partes, qualquer transação de fusão seria realizada por meio da aquisição da Glencore pela Rio Tinto, via um esquema de reorganização aprovado por tribunal.”

Se concluído, o negócio criaria a maior mineradora do mundo. O valor de mercado da Rio Tinto é de cerca de 209 bilhões de dólares australianos (US$ 139,7 bilhões), enquanto o da Glencore gira em torno de 48,5 bilhões de libras (US$ 65,1 bilhões), totalizando aproximadamente US$ 204,8 bilhões.

Rio Tinto e Glencore discutiram uma fusão no fim de 2024, mas as negociações fracassaram devido a questões como avaliação das empresas e o futuro das minas de carvão da Glencore.

As ações de mineradoras europeias subiram no início do pregão de sexta-feira, com o índice Stoxx Europe Basic Resources avançando cerca de 1,5%. A mineradora de cobre Antofagasta saltou 3%, enquanto a Anglo American registrou alta de 2,2%.

A CNBC procurou ambas as companhias para comentários adicionais. A Rio Tinto afirmou que tem até as 17h (horário de Londres), ou 12h (horário da Costa Leste dos EUA), do dia 5 de fevereiro, para anunciar uma intenção firme de fazer uma oferta pela Glencore ou informar que não pretende avançar com a proposta.

Em agosto, o CEO da Rio Tinto, Simon Trott, anunciou uma reorganização da empresa. Ele prometeu reduzir custos e destravar até US$ 10 bilhões em valor a partir da base de ativos, ao concentrar a companhia em três principais grupos de produtos: minério de ferro, alumínio e lítio e cobre.

Um acordo entre Rio Tinto e Glencore se somaria à recente onda de fusões e aquisições no setor de mineração, após a Anglo American e a canadense Teck Resources concordarem, em setembro passado, com uma fusão avaliada em US$ 66 bilhões. A operação deve criar uma das cinco maiores produtoras de cobre do mundo.

A retomada das conversas entre Glencore e Rio Tinto também ocorre em meio ao aumento da demanda por cobre, com os preços do metal vermelho atingindo um recorde histórico de US$ 13.000 por tonelada nesta semana. Os contratos de cobre para três meses na London Metal Exchange eram negociados, mais recentemente, com queda de 1,5%, a US$ 12.702 por tonelada métrica.

Cole Smead, CEO da Smead Capital Management, afirmou à CNBC, no programa “Squawk Box Europe”, na sexta-feira, que não ficou surpreso com a retomada das negociações. Segundo ele, embora as divisões de metais da Glencore provavelmente fariam parte de uma eventual fusão, o destino de outras áreas do negócio é menos certo.

A Smead Capital Management detém ações da Glencore, que representam cerca de 5% de seu portfólio internacional.

“O negócio sujo, sujo mesmo, que ninguém quer ter é o carvão. Por isso, eu não ficaria surpreso se a Glencore fizesse um spin-off isento de impostos do negócio de carvão”, disse. “Isso é algo que já foi discutido; eles perguntaram aos acionistas sobre a possibilidade de separar o negócio de carvão nos Estados Unidos, o que também se encaixaria no contexto do governo Trump, já que ele tem falado bastante sobre a retomada dos negócios de carvão. Mas acho que o negócio de carvão tende a acabar isolado. Eles estão nessas conversas, mas nada está definido.”

Segundo Smead, esse movimento poderia levar a uma maior consolidação do setor, citando empresas de carvão como a sul-africana Tendele e a australiana Whitehaven.

Uma fusão com a Rio Tinto criaria uma das maiores e mais líquidas companhias de mineração de capital aberto do mundo, acrescentou Smead, abrindo uma oportunidade atrativa para investidores.

“Se um investidor disser: ‘quero encontrar um negócio atraente, focado em commodities, e preciso alocar US$ 10 bilhões’, existem pouquíssimos ativos disponíveis no mercado que atendam a isso, e este seria um deles”, afirmou à CNBC. “Os múltiplos dessas empresas tenderiam a subir, porque essa liquidez existe para os grandes investidores institucionais globais.”

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