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Meta aposta em energia nuclear para alimentar IA e fecha megadeals com Vistra, Oklo e TerraPower

Publicado 12/01/2026 • 08:58 | Atualizado há 6 horas

A Meta anunciou nesta quinta-feira (8) três acordos estratégicos para abastecer seus data centers com energia nuclear, reforçando a corrida das big techs por eletricidade estável, limpa e 24 horas por dia para sustentar a expansão da inteligência artificial.

Os contratos envolvem:

  • a Vistra, operadora de usinas nucleares já em funcionamento;
  • e duas startups de reatores modulares pequenos (SMR), Oklo e TerraPower, esta última cofundada por Bill Gates.

No conjunto, os acordos atendem a uma chamada pública (RFP) lançada pela Meta em dezembro de 2024, na qual a empresa buscava entre 1 e 4 gigawatts (GW) adicionais de capacidade energética até o início dos anos 2030.

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Energia nuclear vira pilar da estratégia de IA

À medida que modelos de IA generativa e treinamento em larga escala avançam, a energia nuclear passou a ser vista como solução crítica: fornece carga base contínua, não depende de clima e ajuda a cumprir metas de descarbonização.

Usinas existentes oferecem hoje a forma mais barata de energia de base, mas a escassez de capacidade disponível tem empurrado empresas como Meta, Google e Microsoft em direção aos SMRs, ainda não testados comercialmente em larga escala.

A aposta: produzir muitos reatores menores, padronizados, para reduzir custos via manufatura em escala, uma tese promissora, mas ainda não comprovada.

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Vistra garante impacto imediato

O acordo mais relevante no curto prazo é com a Vistra, em um contrato de 20 anos. A Meta comprará 2,1 GW de capacidade de duas usinas nucleares já operacionais em Ohio, a Perry e a Davis-Basse.

Além disso, a Vistra fará upgrades nessas usinas e também na Beaver Valley, na Pensilvânia, adicionando 433 megawatts (MW) extras, com entrada em operação prevista para o início da década de 2030.

Para analistas, essa parte do pacote é a mais barata e segura, já que energia nuclear existente está entre as fontes de menor custo do grid americano.

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Oklo tenta provar o modelo SMR

A Meta também firmou contrato para comprar 1,2 GW da Oklo, startup que pretende começar a fornecer energia a partir de 2030.

A empresa abriu capital via SPAC em 2023 e, apesar de já ter um grande cliente (o operador de data centers Switch), ainda enfrenta desafios regulatórios junto à Nuclear Regulatory Commission (NRC).

Se cumprir o cronograma, os reatores seriam construídos em Pike County, Ohio. Cada unidade Aurora Powerhouse gera 75 MW, o que exigirá mais de uma dúzia de reatores para atender o contrato com a Meta.

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TerraPower aposta em tecnologia híbrida

Já a TerraPower planeja iniciar o fornecimento à Meta a partir de 2032. Seu projeto utiliza um reator resfriado a sódio líquido, combinado com armazenamento térmico.

  • Capacidade do reator: 345 MW
  • Armazenamento adicional: 100 a 500 MW por mais de cinco horas

A empresa avançou de forma mais fluida no processo regulatório e constrói sua primeira usina em Wyoming, em parceria com a GE Hitachi.

Os dois primeiros reatores para a Meta somariam 690 MW, mas o contrato garante direito de compra de até seis unidades adicionais, totalizando 2,8 GW de energia nuclear e 1,2 GW de armazenamento.

Custos ainda são incógnita

A Meta não divulgou os valores financeiros dos acordos. No mercado, há consenso de que a Vistra oferece a energia mais barata e os SMRs ainda têm custos incertos.

Para o mercado, os acordos sinalizam que:

  • a energia nuclear voltou ao centro do planejamento tecnológico;
  • big techs estão dispostas a ancorar projetos ainda experimentais;
  • o gargalo energético virou limitador crítico para a expansão da IA.

Se os SMRs entregarem custo e prazo, a aposta da Meta pode redefinir a infraestrutura energética da era da IA.

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