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Marchas pró e contra regime tomam Teerã e outras cidades
Publicado 12/01/2026 • 16:41 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/01/2026 • 16:41 | Atualizado há 1 hora
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Stringer/WANA (West Asia News Agency)
Iranianos participam de um comício pró-governo em Teerã, Irã, em 12 de janeiro de 2026.
Manifestações a favor e contra o governo voltaram a ocupar as ruas do Irã nesta segunda-feira (12), ampliando o clima de instabilidade no país em meio a protestos que se estendem desde o fim de dezembro e já provocaram impactos também no tráfego aéreo internacional.
Em imagens transmitidas pela televisão estatal, milhares de apoiadores do regime participaram de atos em Teerã e em outras grandes cidades, em uma mobilização classificada pelo presidente Masoud Pezeshkian como uma “marcha de resistência nacional”. As manifestações governistas ocorreram em centros como Mashhad, Shiraz e Tabriz, com participantes exibindo bandeiras nacionais e retratos do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Ao mesmo tempo, protestos contra o governo seguem pelo 13º dia consecutivo em diferentes regiões do país. O movimento, iniciado em 28 de dezembro com reivindicações ligadas à crise econômica, passou a incorporar críticas diretas ao sistema político instaurado após a Revolução Islâmica de 1979.
Segundo organizações de direitos humanos, manifestações atingiram as 31 províncias iranianas e mais de 100 cidades e vilarejos. Estimativas apontam que milhões de pessoas participaram dos atos até o início de janeiro, configurando o maior movimento de oposição ao regime desde 2009. Em diversas cidades, manifestantes entoaram palavras de ordem contra Khamenei e em favor do ex-príncipe Reza Pahlavi, líder monárquico exilado.
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O movimento começou com comerciantes do Grande Bazar de Teerã, afetados pela desvalorização do rial, e rapidamente se expandiu para estudantes, jovens da Geração Z, aposentados e outros segmentos da população. As primeiras manifestações foram majoritariamente pacíficas, mas evoluíram para confrontos à medida que as forças de segurança intensificaram a repressão.
Dados divulgados pela emissora Iran International indicam que ao menos 2.000 manifestantes teriam sido mortos entre os dias 8 e 10 de janeiro, período que coincidiu com um apagão da internet no país. Outras entidades, como a Iran Human Rights, reportaram números menores em dias anteriores, mas também apontaram crescimento das mortes e mais de 2.600 detenções. Funerais de vítimas se transformaram em novos focos de protesto.
Pezeshkian, que havia reconhecido o direito ao protesto pacífico, afirmou que não controla diretamente as forças de segurança e atribuiu a violência recente a “criminosos urbanos”, buscando deslegitimar o movimento.
A escalada dos protestos ocorre em meio a uma deterioração do cenário econômico. Em dezembro, a inflação anual alcançou 42,2%, acompanhada por forte desvalorização da moeda local frente ao dólar, elevando o custo de vida e pressionando o poder de compra da população.
O governo mantém restrições severas à internet desde 9 de janeiro, medida que autoridades justificam como forma de conter a disseminação de informações e a organização dos protestos.
A instabilidade também provocou disrupções no tráfego aéreo internacional. Companhias aéreas cancelaram quase 40 voos com destino a cidades iranianas entre os dias 9 e 10 de janeiro, citando preocupações com segurança operacional e dificuldades de comunicação.
A Turkish Airlines cancelou 17 voos entre Istambul e cidades como Teerã, Mashhad, Shiraz e Tabriz. A Flydubai suspendeu todas as operações para o Irã em 9 de janeiro. Outras companhias, como Emirates, Qatar Airways, AJet e Pegasus Airlines, também cancelaram serviços. A Etihad estendeu a suspensão ao menos até o dia 13, enquanto a Lufthansa adiou a retomada de seus voos para Teerã.
Segundo dados do FlightRadar, aeronaves da Turkish Airlines e da Pegasus chegaram a retornar após ingressar no espaço aéreo iraniano, diante das incertezas operacionais.
Cancelamentos em hubs como Dubai geraram efeitos em cadeia para passageiros em conexão e ampliaram o impacto logístico da crise.

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O cenário interno ganhou repercussão internacional após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que Washington está pronta para apoiar o povo iraniano. O Parlamento do Irã reagiu com ameaças de retaliação contra Israel e bases americanas na região.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, acusou Trump de incentivar ações terroristas. Já o presidente americano afirmou que Teerã teria demonstrado interesse em negociar.
Autoridades americanas preparam uma reunião de alto nível para discutir respostas diplomáticas, econômicas e militares, incluindo novas sanções e possíveis ações cibernéticas.
Enquanto o governo iraniano tenta demonstrar força por meio de atos pró-regime e intensifica a repressão, manifestações contrárias seguem mobilizadas em diversas cidades, mantendo elevado o grau de incerteza política e operacional no país.
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