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Exclusivo: após suspender lançamento no Rio, Keeta promove demissão em massa
Publicado 04/03/2026 • 11:26 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 04/03/2026 • 11:26 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
22MAY25 SCMP/ Sam Tsang via Reuters
Keeta, Gigante chinesa de delivery
Após suspender, às vésperas, a estreia no Rio de Janeiro, a gigante chinesa de delivery Keeta, controlada pela Meituan, demitiu cerca de 200 funcionários na capital fluminense nesta quarta-feira (4). Do total dos trabalhadores na região, restaram 36.
Segundo fontes internas, os funcionários foram convocados nesta quarta-feira para uma reunião às 9h15 (horário de Brasília). Oficialmente, o encontro foi comunicado como uma “reunião de alinhamento”, mas, nos bastidores, a expectativa já era de demissão em massa.
Leia também: Às vésperas de lançamento, Keeta adia estreia no Rio de Janeiro e critica exclusividade de rivais do delivery
De acordo com relatos à reportagem, os trabalhadores teriam sido divididos em dois hotéis para a realização das reuniões. O clima entre as equipes foi descrito como de apreensão.
Funcionários afirmam ainda que muitos foram recrutados de outras empresas com promessas de crescimento e estabilidade, mas encontraram “excesso de horas trabalhadas e falta de organização interna.”
Procurada, a assessoria da Keeta confirmou os desligamentos, mas disse que não iria divulgar o número de demissões. Em nota, a empresa afirmou que vai manter os 1.200 postos de trabalho existentes e focar no desenvolvimento das operações de São Paulo.
Veja a nota na íntegra:
A Keeta decidiu adiar o lançamento no Rio de Janeiro para focar na melhoria dos padrões de serviço do mercado para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros, o que inclui resolver questões estruturais que inibem a concorrência saudável no segmento de delivery brasileiro, antes de avançar com a expansão geográfica no país. Em razão disso, a empresa realizou desligamentos na equipe localizada no Rio.
A Keeta vai manter todos os seus 1,200 postos de trabalho existentes, focando no desenvolvimento das operações na região de São Paulo, e reafirma seu compromisso de longo prazo com o Brasil e o investimento de R$ 5,6 bilhões em 5 anos. A empresa continuará trabalhando com parceiros locais, autoridades e restaurantes para defender um mercado de delivery aberto, competitivo e sustentável, promovendo um ambiente que estimule inovação, concorrência justa e crescimento, em benefício de consumidores, restaurantes e entregadores parceiros.
Após a publicação da matéria, a Keeta complementou que conduziu o processo com as equipes no Rio de Janeiro “em total conformidade com as leis e exigências locais, agindo com cuidado e respeito aos funcionários, assim como sempre fez em suas operações”.
“Cada pessoa que deixou a empresa hoje recebeu um pacote de indenização para apoio na transição profissional. Somos gratos a cada um por suas contribuições”, acrescentou.
Dois meses após entrar no mercado brasileiro, a Keeta pausou de última hora seu plano de expansão no país. A empresa, que iniciou as operações em São Paulo, chegou a anunciar a chegada ao Rio de Janeiro e até agendou uma coletiva de imprensa para a última quinta-feira (26), mas cancelou às vésperas e informou que a estreia na capital fluminense foi suspensa por tempo indeterminado.
A Keeta ‘culpou’ um mercado brasileiro de delivery de comida distorcido por cláusulas de exclusividade adotadas por concorrentes como 99Food e iFood, que, segundo a empresa, limitam a liberdade dos restaurantes de operar em múltiplas plataformas. Líder do setor, o iFood concentra cerca de 80% do mercado.
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Para a plataforma, essa prática limita a renda de restaurantes e entregadores parceiros, reduz a variedade disponível aos consumidores e desacelera a inovação, “criando barreiras que precisam ser superadas para que o setor cresça de forma sustentável.”
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Danilo Mansano, VP de Parcerias Estratégicas da Keeta no Brasil, citou, à época, conversas que teve com grandes marcas no Rio de Janeiro, que relataram dificuldades, problemas e até ameaças que dificultam a parceria com a empresa.
Em maio de 2025, a Meituan anunciou que lançaria suas operações no Brasil com o aplicativo Keeta. O anúncio foi feito como parte de um pacote de investimentos chineses no país que somam R$ 27 bilhões, resultado de acordos firmados durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim.
Avaliada em cerca de R$ 600 bilhões na Bolsa de Hong Kong, a Meituan tem como plano de investimento R$ 5,6 bilhões no mercado brasileiro nos próximos cinco anos, disputando espaço com o iFood, que atualmente domina mais de 80% do setor de entregas de refeições no país.
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