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ExxonMobil e Esso: como começou a relação centenária da gigante do petróleo com o Brasil
Publicado 13/01/2026 • 09:55 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/01/2026 • 09:55 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução/AP
A história da ExxonMobil no Brasil e a relação centenária com a Esso
A ExxonMobil iniciou suas operações no Brasil em 17 de janeiro de 1912, quando recebeu autorização do então presidente Hermes da Fonseca para se instalar no País sob o nome Standard Oil Company of Brazil.
Mais de um século depois, a companhia mantém atividades ininterruptas em território brasileiro, após ter sido protagonista na formação do mercado nacional de combustíveis.
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Na consolidação da marca Esso e em movimentos empresariais que culminaram na venda de sua rede de distribuição, hoje controlada por outros grupos, enquanto a multinacional preserva atuação relevante em exploração de petróleo, serviços globais e produtos químicos, conforme o site da ExxonMobil.
A trajetória da ExxonMobil no Brasil começa ainda no início do século 20, quando o consumo de derivados de petróleo dava seus primeiros passos.
Autorizada por decreto presidencial em 1912, a então Standard Oil Company of Brazil foi pioneira na distribuição de produtos como a gasolina e o querosene, comercializados em latas e tambores, antes mesmo da existência de uma rede estruturada de postos.
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Ao longo das décadas seguintes, a empresa acumulou marcos que ajudaram a moldar o setor. Instalou as primeiras bombas de combustíveis em vias públicas, construiu o primeiro vagão-tanque e o primeiro caminhão-tanque do País e participou do abastecimento das primeiras aeronaves da aviação comercial brasileira.
A consolidação da Exxon no Brasil esteve diretamente associada à marca Esso, que se tornaria uma das mais reconhecidas do País ao longo do século 20.
O Tigre da Esso, personagem criado para campanhas publicitárias, transformou-se em ícone cultural, enquanto os postos da bandeira se espalhavam pelo território nacional.
Mas o legado da Esso ultrapassou o setor de combustíveis. Em 1941, a empresa lançou o programa radiofônico Repórter Esso, que migraria mais tarde para a televisão e se tornaria referência de credibilidade no jornalismo brasileiro.
O bordão “testemunha ocular da história” marcou gerações e ajudou a estabelecer padrões de noticiário no País.
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A Esso sempre foi a principal marca de distribuição da Exxon no Brasil, durante décadas, a Standard Oil e, posteriormente, a Exxon utilizaram a bandeira Esso para comercializar combustíveis, lubrificantes e serviços, associando a marca à inovação e à confiabilidade.
O vínculo era direto, a Esso não era apenas uma licenciada, mas parte integrante da estrutura da companhia no País.
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Essa relação se estendeu também ao campo institucional e cultural, com a criação do Prêmio Esso de Jornalismo, que se tornaria uma das mais importantes premiações da imprensa brasileira por cerca de seis décadas.
Mais tarde, o prêmio passaria a se chamar Prêmio ExxonMobil de Jornalismo, refletindo mudanças societárias e de marca no grupo.
Ao longo do tempo, a empresa também foi responsável por lançamentos inéditos no mercado brasileiro. Criou uma central única de atendimento de pedidos, introduziu o Maxxi Álcool e a Esso Maxxi Gold, considerados o primeiro álcool aditivado e a primeira gasolina premium aditivada do País, respectivamente.
No segmento de lubrificantes, trouxe ao Brasil uma linha internacional completa, incluindo os óleos sintéticos Mobil 1 e Esso Ultron, voltados tanto para o consumidor final quanto para aplicações industriais.
Em 1999, a fusão entre a Exxon e a Mobil deu origem à Exxon Mobil Corporation, reunindo ativos, tecnologia e equipes das duas gigantes do setor.
No mesmo ano, a companhia instalou em Curitiba o seu Centro Global de Negócios, estrutura responsável por serviços de tecnologia da informação, contabilidade, finanças e atendimento ao cliente para mais de 70 países.
Além disso, mantém em São Paulo um escritório voltado ao negócio de químicos, com atuação em setores como tintas, adesivos, produtos farmacêuticos e agrícolas, ampliando sua presença além do petróleo.
O vínculo histórico entre ExxonMobil e Esso no Brasil começou a se encerrar no fim dos anos 2000. Em 2008, a Cosan anunciou a compra da Esso Brasileira de Petróleo Ltda. e suas afiliadas.
As empresas foram vendidas por US$ 826 milhões, em operação fechada com a ExxonMobil International Holdings. O negócio incluiu também dívidas e créditos relacionados.
A aquisição garantiu à Cosan o direito de uso da marca Esso no Brasil por meio de um contrato de longo prazo e permitiu ao grupo ampliar sua presença nos mercados de etanol e distribuição de combustíveis.
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À época, a Esso ocupava a quinta posição no ranking nacional do setor, com cerca de 1,5 mil postos espalhados pelo País, segundo dados do Sindicom. As informações sobre a operação foram divulgadas pelo Estadão.
Parte desse processo passou pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade analisou a aquisição de ativos de distribuição de combustíveis de aviação que pertenciam à antiga Esso e foram revendidos pela Cosan à Shell Brasil.
A operação envolvia postos de abastecimento em aeroportos como Guarulhos, Galeão, Viracopos, Brasília e Curitiba.
Em 2011, o Conselho aprovou a operação com restrições, determinando a venda dos ativos da Jacta Participações S.A. a uma única empresa habilitada, além da transferência de direitos em áreas aeroportuárias específicas., segundo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Após pedidos de reapreciação, o Cade manteve a decisão e estipulou prazo para o cumprimento das medidas, conforme registros oficiais do órgão.
Apesar de ter deixado o varejo de combustíveis, a ExxonMobil segue com atuação relevante no Brasil, nos últimos anos, participou de leilões promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, adquirindo blocos exploratórios em alto-mar.
Atualmente, a companhia participa de 17 blocos nas bacias de:
Sendo operadora de 14 deles em parceria com empresas como Petrobras, Equinor, Galp, Qatar Energy, Enauta, Murphy e PPSA.
A empresa também integra o consórcio do campo de Bacalhau, operado pela Equinor, reforçando sua estratégia de longo prazo no País.
Da chegada em 1912 à reconfiguração de seus negócios no século 21, a história da ExxonMobil no Brasil se confunde com a própria evolução do setor de energia e da comunicação no País.
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A marca Esso, hoje sob controle de outros grupos, permanece como um dos símbolos mais duradouros dessa trajetória, enquanto a ExxonMobil mantém presença ativa em áreas consideradas estratégicas para o futuro da indústria.
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