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Minerais Críticos: Brasil e Arábia Saudita articulam parceria para destravar projetos estratégicos

Publicado 12/01/2026 • 19:00 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • O foco central da missão brasileira a Riad é o fundo soberano Manara Minerals, que já atua como sócio da Vale Base Metals.
  • A aproximação ocorre em um momento em que as potências globais disputam o controle do fornecimento de minerais críticos.
  • A estratégia brasileira é clara: usar o caixa saudita para financiar o mapeamento do subsolo nacional — hoje, apenas 30% do território brasileiro está devidamente mapeado.
O Ocidente está reciclando terras raras para escapar da influência da China — mas não é suficiente.

Pixabay

Terras raras

As negociações para atrair o capital árabe rumo ao setor de mineração está na agenda oficial do ministro de Minas e Energia. Em viagem a Riad, Alexandre Silveira reuniu-se com seu homólogo saudita, Bandar Al-Khorayef, para discutir a ampliação de investimentos em minerais essenciais para a transição energética, como cobre, níquel e terras raras.

O foco central da missão é o fundo soberano Manara Minerals, que já atua como sócio da Vale Base Metals. Silveira convidou formalmente representantes do fundo para visitarem o Brasil e avaliarem novas oportunidades em projetos que o governo considera “travados” ou subutilizados.

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A estratégia brasileira é clara: usar o caixa saudita para financiar o mapeamento do subsolo nacional — hoje, apenas 30% do território brasileiro está devidamente mapeado.

Confira os principais pontos da articulação bilateral:

  • Mapeamento e Urânio: O Brasil apresentou suas credenciais como detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras e da sétima de urânio, ativos cobiçados pela indústria de alta tecnologia.
  • Redução da Burocracia: O ministro destacou a atuação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) para tentar dar mais agilidade aos licenciamentos ambientais e estruturais, ponto crítico que costuma afastar investidores estrangeiros.
  • Grupo de Trabalho: Foi acertada a criação de um comitê permanente para realizar reuniões regulares e dar velocidade aos estudos de viabilidade técnica e financeira de projetos conjuntos.

Um dos pedidos específicos de Silveira foi o apoio do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita. O objetivo não é apenas a extração bruta, mas sim atrair capital para a cadeia de transformação dentro do Brasil. A ideia é que o minério não saia do país apenas como commodity, mas passe por processos de industrialização local que agreguem valor e gerem empregos qualificados.

A aproximação ocorre em um momento em que as potências globais disputam o controle do fornecimento de minerais críticos. Ao buscar o suporte saudita, o Brasil tenta equilibrar sua dependência de outros blocos econômicos e garantir os recursos necessários para explorar o potencial geológico que ainda permanece oculto no subsolo brasileiro.

Com informações da Agência Brasil

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