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Governo afirma que deve cumprir meta fiscal em 2025 pelo terceiro ano seguido

Publicado 13/01/2026 • 13:07 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Fernando Haddad confirma cumprimento da meta fiscal pelo 3º ano e projeta déficit de 0,1% nas contas públicas de 2025.
  • Ministro lança plataforma digital da reforma tributária e define 2026 como período de testes antes da vigência do IVA em 2027.
  • Governo reduz em dois terços o déficit herdado de R$ 170 bilhões e destaca recordes em massa salarial e queda na desigualdade.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o governo federal deve encerrar 2025 cumprindo a meta fiscal pelo terceiro ano consecutivo, com uma redução expressiva do déficit herdado da gestão anterior.

Segundo Haddad, o resultado preliminar indica um déficit primário de cerca de 0,1% do PIB. Ao considerar exceções autorizadas pelo Congresso e pelo Judiciário, o número sobe para 0,17%, enquanto a incorporação integral dos precatórios levaria o déficit a aproximadamente 0,48%.

“Nós, pelo terceiro ano consecutivo, estamos cumprindo a meta de primário. O número é preliminar, mas devemos ter terminado o ano com 0,1% de déficit”, afirmou o ministro.

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Indicadores econômicos

Haddad explicou que a inclusão dos precatórios no cálculo busca aumentar a transparência das contas públicas, corrigindo práticas anteriores que, segundo ele, distorciam o resultado fiscal real.

De acordo com o ministro, o déficit projetado para 2023 pela gestão anterior, estimado entre R$ 170 bilhões e R$ 180 bilhões, foi reduzido em até dois terços em apenas dois anos, uma queda próxima de 70%, com base em dados do Banco Central.

“Estamos falando de uma redução muito significativa em pouco tempo, com dados que não dependem de arcabouço fiscal”, disse.

Economia doméstica mostra solidez

Na avaliação do ministro, o desempenho fiscal ocorre em paralelo a um quadro macroeconômico interno robusto, apesar das incertezas externas.

Haddad destacou:

  • desemprego em mínima histórica;
  • inflação dentro da meta, com a menor inflação quadrianual da série;
  • crescimento econômico pelo terceiro ano consecutivo;
  • renda e massa salarial em níveis recordes;
  • e queda da desigualdade ao menor patamar histórico.

Segundo ele, os resultados refletem uma estratégia definida ao final de 2022, executada de forma coordenada entre política fiscal, institucional e econômica.

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Reforma tributária e plataforma digital

O ministro também comentou o lançamento da plataforma digital da reforma tributária, classificando o novo sistema como inédito em escala global. Segundo Haddad, 2026 será dedicado exclusivamente à fase de testes, sem cobrança efetiva de impostos.

“É o maior sistema operacional do mundo, cerca de 150 vezes o tamanho do Pix. É a reforma tributária mais digital da história”, afirmou.

Haddad afirmou que itens como carne, medicamentos e produtos essenciais terão redução de carga tributária, com isenções previstas a partir de 1º de janeiro de 2027. Ele acrescentou que a reforma também amplia a transparência, incentiva a formalização e melhora a eficiência do sistema tributário.

O ministro também criticou criticou a disseminação de informações falsas sobre uma suposta cobrança imediata de impostos com o lançamento da plataforma. Segundo ele, esse tipo de narrativa prejudica o debate público e já foi usado no passado para confundir a população.

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Haddad acusou setores da oposição de contratar influenciadores para espalhar fake news, associando essas práticas a recursos de origem ilícita. Apesar disso, destacou que o Congresso Nacional aprovou a emenda constitucional e as leis complementares que concluíram a reforma tributária.

Além disso Haddad fez uma avaliação positiva da atuação do Congresso Nacional na deliberação de pautas consideradas sensíveis. Segundo ele, o Legislativo enfrentou temas historicamente vistos como tabu, contribuindo para o avanço da agenda econômica.

O ministro citou decisões sobre fundos fechados, offshore, juros sobre capital próprio, apostas e tributação de super-ricos. Ele destacou que a segunda lei complementar da reforma tributária foi concluída com apoio parlamentar, consolidando um ciclo de mudanças estruturais.

Questionado sobre a possibilidade de deixar o comando da Fazenda, Haddad foi direto ao afirmar que a decisão cabe exclusivamente ao presidente da República. “Isso eu vou conversar com o presidente. Quando ele quiser”, disse, sem indicar prazos.

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Cenário internacional

Sobre anúncios frequentes de tarifas por parte do governo dos EUA, Haddad adotou tom cauteloso, afirmando que é preciso aguardar medidas concretas antes de avaliar impactos.

Em relação ao acordo entre Mercosul e a União Europeia, o ministro classificou o pacto como um avanço econômico e geopolítico, com apoio da indústria brasileira.

“CNI e Fiesp apoiaram fortemente o acordo”, disse. Haddad acrescentou que o governo busca novos acordos com Singapura e países africanos, ampliando a diversificação comercial.

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