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Escalada no Ártico: Suécia envia tropas à Groenlândia após ameaças de Trump
Publicado 14/01/2026 • 15:22 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 14/01/2026 • 15:22 | Atualizado há 3 horas
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Bandeira da Suécia
A Suécia anunciou formalmente, nesta quarta-feira (14), o envio de contingentes militares para a Groenlândia, atendendo a uma solicitação urgente da Dinamarca.
O movimento ocorre em um momento de tensão geopolítica sem precedentes, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterar sua intenção de assumir o controle do território autônomo, chegando a mencionar o uso de força militar como uma das opções na mesa para garantir o que chama de “Doutrina Donroe” no Ártico.
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, confirmou em seu perfil na rede social X que oficiais das Forças Armadas da Suécia já estão desembarcando na ilha para integrar a “Operação Resistência Ártica” (ou Operação Resiliência), um exercício multinacional liderado por Copenhague.
“Alguns oficiais das Forças Armadas Suecas chegam hoje à Groenlândia. Eles fazem parte de um grupo de vários países aliados. Juntos, eles prepararão os próximos passos no âmbito do exercício dinamarquês Operação Resistência Ártica. O envio de pessoal das Forças Armadas da Suécia ocorreu a pedido da Dinamarca.“, publicou Ulf.
A iniciativa visa reforçar a soberania dinamarquesa e a defesa da maior ilha do mundo, rica em minerais críticos e estratégica para a vigilância de mísseis. A cooperação entre as nações nórdicas é amparada por cláusulas da OTAN, que obrigam a assistência mútua em caso de ameaça à integridade territorial de um membro.
A crise escalou drasticamente após Trump comparar a situação da Groenlândia com a recente operação americana na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro no início deste mês. Lideranças europeias, incluindo a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, alertaram que qualquer intervenção militar dos EUA contra um aliado seria o “fim da OTAN”.
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Por outro lado, a Casa Branca defende que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional para impedir o avanço da influência da Rússia e da China na região.
Um ponto de complexidade adicional reside na estrutura de comando: desde as recentes reformas, a defesa da Dinamarca está vinculada ao Comando de Norfolk, sediado nos EUA. Isso cria o paradoxo jurídico onde, em caso de um ataque americano, a defesa coordenada pela OTAN seria teoricamente liderada por um oficial dos próprios EUA.
Enquanto isso, o governo local da Groenlândia reafirma que “não está à venda” e que qualquer decisão sobre seu futuro cabe exclusivamente ao seu povo e à Dinamarca.
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