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Mineradora Buritirama: disputa bilionária tem novo capítulo; defesa diz que herdeiro é único dono

Publicado 15/01/2026 • 06:00 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Defesa de João José de Oliveira Araújo afirma que não há provas dos valores atribuídos a gastos e dívidas e contesta acusações sobre sua atuação como empresário e investidor.
  • Equipe nega compras de mais de 70 carros de luxo, iates e mansões e diz que, por o processo correr em segredo de Justiça, não pode detalhar investimentos; ainda assim, sustenta que o montante estaria em torno de um terço do valor citado.
  • Advogada diz que o pai fez cinco pedidos de interdição, todos negados, e afirma que João José segue como único dono da Buritirama; a defesa também aponta que as dívidas que levaram à falência girariam em torno de R$ 1 bilhão e que ele assumiu a mineradora com R$ 350 milhões em passivos.
Silvio Tini à esquerda e João Araújo à direita

Herdeiro de Silvio Tini citado em ação judicial feita pelo bilionário

A disputa familiar que chama a atenção no meio empresarial brasileiro ganha novo capítulo, com a manifestação mais contundente da defesa de João José de Oliveira Araújo. João é o filho que o pai, empresário e bilionário Silvio Tini, quer interditar judicialmente.

Os representantes do herdeiro envolvido na disputa judicial relacionada à mineradora Buritirama, agora contestam as acusações atribuídas a ele no embate com o pai, Silvio Tini. Em conversa por telefone com a reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a advogada Camila Carvalho, que integra a equipe do empresário, afirma que não há provas sobre os valores dos gastos e dívidas, e que as alegações sobre a atuação de João José como empresário e investidor são “falsas”.

A advogada sustentou que cabe à parte acusadora apresentar comprovações dos números mencionados. “Não temos que provar que somos inocentes. Eles que devem apresentar essas provas de gastos e dívida”, afirmou Camila.

A defesa acrescentou que nunca houve inventário de Silvio Tini, tampouco antecipação de herança. A equipe afirma ainda que o único contato entre João José e Silvio fora do litígio teria ocorrido no âmbito do contrato e da venda da Buritirama.

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Ainda de acordo com a advogada, o processo corre em segredo de Justiça, o que impediria a divulgação detalhada de compras, gastos e investimentos. Ainda assim, afirma que João José não comprou os mais de 70 carros de luxo, nem adquiriu iates e mansões, como descrito em relatos do litígio. Para os representantes, as compras e investimentos atribuídos ao empresário estariam em um patamar bem inferior ao divulgado, em torno de um terço do valor informado. A defesa também sustenta que a acusação de Silvio Tini não tem provas desses gastos porque, segundo eles, tais gastos não existiriam na dimensão apresentada.

Outro ponto rebatido pela defesa é o pedido de interdição. De acordo com Camila Carvalho, o pai de João José teria feito cinco pedidos e todos teriam sido negados pela Justiça, o que, segundo ela, comprovaria que o empresário está pleno de suas faculdades mentais.

A defesa também contesta as críticas relacionadas à distribuição de dividendos. Segundo os representantes, por ser o único dono, João José não teria por que partilhar dividendos com outras pessoas.

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Questionada a respeito de um dos pontos apresentados pela defesa sobre a interdição, que menciona que, embora João José administre a empresa e figure como presidente, Silvio Tini não assinou o documento de transferência total das ações da mineradora para o nome do filho, a advogada afirmou que o pai realmente não assinou o documento. Ainda assim, segundo ela, João José tem um contrato particular e comprovantes de que comprou as ações de familiares e segue como único dono da mineradora.

Dívidas da Buritirama falência

Sobre a situação financeira da companhia, a defesa afirma que não pode abrir valores detalhados porque os processos tramitam sob sigilo. A equipe reconhece que João José tem parte dos bens bloqueados.

Segundo Camila, o empresário adquiriu a Buritirama com R$ 350 milhões em dívidas e geriu a companhia “ao ponto de se tornar uma das maiores do país”. A equipe afirma que, no contrato de venda, além de assumir esse passivo, haveria um compromisso de pagamento de até R$ 150 milhões em dinheiro. Segundo a defesa, restaria um saldo remanescente de R$ 90 milhões, que está judicializado, inclusive em ação pública.

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A defesa sustenta ainda que esse saldo não foi liquidado porque as contas da pessoa física e da pessoa jurídica teriam sido bloqueadas a partir da discussão com bancos, quando o cumprimento do contrato estaria perto de ser concluído, faltando apenas duas parcelas. A defesa afirma ainda que as dívidas que levaram à falência girariam em torno de R$ 1 bilhão, sem informar o valor exato.

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