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“Não me importo”: Trump ignora críticas sobre Groenlândia, Irã, Fed e economia em entrevista
Publicado 15/01/2026 • 07:54 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 15/01/2026 • 07:54 | Atualizado há 4 horas
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Evelyn Hockstein/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seguirá governando “do seu próprio jeito” e minimizou críticas vindas da opinião pública, do mercado financeiro e até de aliados republicanos, durante entrevista de 30 minutos concedida à Reuters no Salão Oval, nesta quarta-feira (14).
Ao longo da conversa, Trump descartou preocupações sobre temas sensíveis como o futuro da Groenlândia, a investigação do Departamento de Justiça envolvendo o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, a política para o Irã, a guerra na Ucrânia e o impacto econômico de suas decisões.
Questionado sobre uma pesquisa Reuters/Ipsos que apontou apoio limitado dos americanos à ideia de os EUA assumirem o controle da Groenlândia, Trump classificou o levantamento como “fake”. Ao ser confrontado com críticas de senadores republicanos à investigação sobre Powell e com alertas do CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, sobre possíveis riscos econômicos, respondeu de forma direta: “Não me importo”.
Trump também minimizou a preocupação da população com o custo de vida. Segundo ele, a economia americana é a mais forte “da história”, e o problema estaria na comunicação de seus resultados. Durante a entrevista, chegou a mostrar um fichário volumoso que, segundo disse, reúne suas principais realizações no cargo.
“A gente nem sempre consegue convencer o eleitor”, afirmou. “Às vezes, é preciso apenas fazer o que é certo. Muitas das coisas que fiz não eram populares politicamente até que funcionaram.”
Apesar das ameaças recentes contra o regime iraniano, Trump adotou um tom mais cauteloso ao falar do futuro do país. Ele afirmou acreditar que a repressão aos protestos no Irã estaria diminuindo, mas não apresentou fontes nem confirmou se ainda considera ordenar uma ofensiva militar.
O presidente evitou defender abertamente a queda do regime e recusou apoio explícito ao opositor Reza Pahlavi como possível líder de uma transição. “Não sei como ele se sairia dentro do próprio país. Temos que analisar dia a dia”, disse.
Trump reconheceu dificuldades em duas de suas principais apostas diplomáticas. Sobre Gaza, admitiu que o Hamas ainda não se desarmou, condição prevista no acordo de cessar-fogo. “Eles nasceram com uma arma na mão”, afirmou, dizendo não saber se o acordo será plenamente cumprido.
Em relação à Ucrânia, voltou a afirmar que o presidente russo, Vladimir Putin, estaria disposto a negociar, mas apontou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, como principal entrave às negociações.
Trump comentou a morte de Renee Nicole Good, baleada por um agente do ICE em Minneapolis, classificando o episódio como “infeliz”, embora sua secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, tenha chamado a vítima de “terrorista doméstica”.
Mesmo assim, o presidente reafirmou apoio ao envio de agentes armados a cidades americanas. Segundo Trump, a estratégia retirou “milhares de assassinos” do país, = afirmação para a qual não há comprovação oficial.
Trump reconheceu o risco de seu partido perder cadeiras no Congresso nas eleições de meio de mandato, citando o padrão histórico de desgaste do governo no segundo ano de mandato presidencial.
“Quando você vence a presidência, normalmente não vence as eleições de meio de mandato”, afirmou. Ainda assim, disse acreditar que seus resultados poderiam justificar um desempenho diferente: “Com tudo o que fizemos, às vezes parece que nem deveríamos ter eleição.”
(*conteúdo adaptado da Reuters)
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