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Tanure: relação com banco Master sempre foi na condição de “cliente ou aplicador”
Publicado 15/01/2026 • 18:33 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/01/2026 • 18:33 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Em nota de esclarecimento (veja mais abaixo) enviado à imprensa nesta quinta-feira (15), o empresário e investidor Nelson Tanure, um dos investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero, afirmou que não tem sociedade com o Banco Master. Ele teve seu celular apreendido pela Polícia Federal no dia anterior.
“Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes”, diz Tanure.
Ele alega ainda que manteve “relações estritamente comerciais, sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior”. Tanure sustenta ainda que todas as operações financeiras realizadas por ele junto ao Banco Master, entre aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias, estão dentro da lei.
“Jamais tivemos participação, ou sequer conhecimento, de eventuais relações mantidas pelo extinto Banco Master com terceiros, sejam eles Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras, fundos de pensão, fundos árabes, RPPA, entes públicos, políticos ou quaisquer outros agentes baseados em Brasília”, sustenta Nelson Tanure na nota.
Leia mais:
Operação da PF mira Nelson Tanure por fundos ligados ao Banco Master
A PF ampliou o alcance da segunda fase da Operação Compliance Zero e passou a investigar o empresário Nelson Tanure por operações financeiras realizadas por meio de fundos e corretoras ligadas ao Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro. Tanure foi alvo de buscas.
A nova etapa da operação se concentra em suspeitas de gestão fraudulenta do Banco Master, com base em informações encaminhadas pelo Banco Central do Brasil às autoridades. As medidas foram autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Confira a íntegra da nota de esclarecimento de Nelson Tanure:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Na manhã desta quarta-feira (14/01/2026), fui surpreendido com um pedido de “busca pessoal”, emitido pelo STF, que atendi com respeito e prontidão. Na ocasião, meu celular foi recolhido.
Cena inusitada para mim, nessa quadra da minha vida, com mais de 50 anos de vida empresarial nos mais diversos campos da economia brasileira.
A cobertura sobre o fato foi agravada pela publicação de inverdades, dando ares de realidade ao que não passa de especulação.
Diante disso, em respeito à minha história e à de todos que dela participam, quero deixar uma mensagem aos que realmente me conhecem, acompanham, que fazem ou fizeram negócio comigo ou com empresas das quais participo.
1). NÃO fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes.
2) Mantivemos com o referido banco relações estritamente comerciais, sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior. Essas relações envolveram aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias, sem qualquer ingerência na gestão ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições. Todas as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação e a regulamentação vigentes.
3) Jamais tivemos participação, ou sequer conhecimento, de eventuais relações mantidas pelo extinto Banco Master com terceiros, sejam eles Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras, fundos de pensão, fundos árabes, RPPA, entes públicos, políticos ou quaisquer outros agentes baseados em Brasília.
4) Os recursos financeiros que investimos, com resultados positivos ou não, têm origem exclusivamente em nossa trajetória empresarial, que gerou e segue gerando milhares de empregos e riqueza para a sociedade brasileira, e no crédito construído ao longo de décadas de atuação responsável no mercado.
5) Há bastante tempo vínhamos reduzindo gradualmente nossa exposição ao referido banco. Neste momento, os valores eventualmente remanescentes correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco.
Permaneço, como sempre estive, à disposição das autoridades e da Justiça para cooperar, demonstrando a correção da minha conduta. Tenho fé, e plena confiança na seriedade das investigações, de que todos os fatos relacionados a mim serão devidamente esclarecidos e de que ficará comprovado que minhas relações com o extinto banco foram integralmente lícitas, ainda que, infelizmente, tenham nos acarretado bastantes prejuízos.
Sigo resiliente, com a serenidade de quem sempre conduziu seus negócios com responsabilidade e trabalho, investindo na recuperação de empresas que geram valor para o Brasil.
Nelson Tanure Empresário e Investidor
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