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Correios buscam mais R$ 8 bilhões para evitar nova crise

Publicado 17/01/2026 • 17:19 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Correios avaliam levantar R$ 8 bilhões adicionais por meio de novo empréstimo ou aporte da União para sustentar o plano de reestruturação e reforçar o caixa.
  • Empréstimo recente de R$ 12 bilhões, com prazo de 15 anos e carência de 3 anos, deu fôlego financeiro à estatal, mas não cobre a necessidade total estimada em até R$ 20 bilhões.
  • Plano prevê medidas de corte de custos e reorganização, incluindo PDV, revisão da rede operacional e busca por novas fontes de receita.

Divulgação

Correios

Os Correios trabalham para tentar levantar mais R$ 8 bilhões que seriam necessários para dar sequência ao plano de reestruturação da empresa. A alternativa pode envolver novo empréstimo ou aporte da União, em um esforço para evitar que a estatal volte a operar sob pressão de caixa nos próximos meses.

A movimentação ocorre poucas semanas após a companhia ter assinado um empréstimo de R$ 12 bilhões com Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander. O financiamento, publicado em extrato no Diário Oficial, tem prazo de 15 anos, carência de 3 anos e juros equivalentes a 115% do CDI, abaixo do limite usual de 120% do CDI adotado pelo Tesouro em operações com garantia da União.

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Correios e um plano que soma R$ 20 bilhões

Em novembro, a própria empresa havia divulgado que seu plano de reestruturação considera uma necessidade total de até R$ 20 bilhões para reduzir o déficit e buscar retomada do equilíbrio financeiro em 2026 e retorno à lucratividade em 2027.

No pacote, os Correios reúnem medidas para aliviar custos e reorganizar a operação. Entre elas, está a reabertura do Programa de Demissão Voluntária (PDV) a partir de janeiro de 2026, com potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027, segundo a companhia.

A estatal vem atravessando uma deterioração dos resultados. No primeiro semestre de 2025, por exemplo, o prejuízo cresceu na comparação anual.

A companhia também tem apontado o peso do serviço postal universal (a obrigação de atender todo o país), citando custo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2025 e déficit líquido associado, ao defender a necessidade de reestruturação e de novas fontes de equilíbrio financeiro.

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Além do crédito, o debate inclui caminhos estruturais para reduzir a dependência de “socorros” periódicos. Em novembro, os Correios e o governo já mencionavam alternativas como venda de ativos, ajuste de rede e medidas para reforçar receitas, dentro do redesenho do modelo de negócios.

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