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Temu iguala Amazon no e-commerce internacional, mas enfrenta teste decisivo em 2026

Publicado 21/01/2026 • 08:35 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • De origem latina, a expressão significa “pequeno demais para importar” e define o limite para a isenção tarifária que, nos Estados Unidos, era de US$ 800.
  • Fim do “de minimis” nos EUA e Europa eleva custos, reduz competitividade do cross-border chinês e favorece players locais.
  • Amazon emerge como vencedora estrutural, combinando logística doméstica, impostos previsíveis e maior confiança do consumidor.
Celular apoiado em um sofa com a tela mostrando os aplicativos da Temu e da Amazon

A Temu alcançou a Amazon em participação no e-commerce cross-border em 2025, com 24% de market share, segundo levantamento da International Post Corp (IPC). O dado evidencia o crescimento acelerado da plataforma chinesa nos últimos três anos, mas também levanta dúvidas sobre a sustentabilidade desse avanço diante de novas barreiras regulatórias.

Em 2022, as vendas internacionais da Temu representavam apenas 1% do mercado. Já a Shein, apesar da expansão explosiva entre 2020 e 2023, viu sua participação estagnar em 9% nos últimos dois anos. No mesmo período, plataformas tradicionais perderam espaço de forma significativa: Wish (-95%), eBay (-68%) e AliExpress (-33%) entre 2018 e 2025.

Hoje, Amazon e Temu juntas controlam quase metade do mercado global de e-commerce cross-border, segundo a IPC – um nível de concentração que acende alertas no setor.

“Shein e Temu prosperaram em uma janela única de desregulamentação e forte apetite do consumidor. Mas 2026 tende a ser o ano mais difícil de sua história – não pela concorrência, mas por tarifas e regras comerciais que atingem o coração do modelo de negócio”, afirmou Friedrich Schwandt, CEO da ECDB.

Fim do ‘de minimis’ muda o jogo para Amazon e Temu

O crescimento do comércio internacional pode desacelerar em 2026 após os Estados Unidos eliminarem a regra do “de minimis*”, que permitia envios de baixo valor sem impostos e com liberação alfandegária simplificada. A medida obrigou varejistas chineses a rever cadeias logísticas, elevando custos e preços finais – e tornando produtos vendidos pela Amazon e por players locais mais competitivos. A Europa segue na mesma direção, com medidas para restringir importações baratas da China.

Agora, impostos e tarifas são cobrados diretamente no checkout, o que aumentou a exigência dos consumidores por transparência total antes da compra. Segundo a IPC, 61% dos compradores consideram essenciais informações claras sobre custos de entrega e taxas antes de finalizar o pedido.

Entrega importa, mas previsibilidade pesa mais

A velocidade de entrega não é o principal fator nas compras internacionais. Cerca de 20% dos consumidores relataram prazos de 10 a 14 dias, enquanto 19% receberam produtos em quatro a cinco dias. O número de entregas acima de 15 dias caiu de 29% em 2020 para 7% em 2025.

Outro destaque é o avanço dos parcel lockers, usados por 13% dos consumidores, enquanto 44% ainda preferem a entrega domiciliar.

Apesar de 2025 marcar um pico histórico, 2026 tende a ser o ano mais desafiador para Temu e Shein. Sem isenção fiscal e com custos logísticos mais altos, o modelo baseado em preço ultrabaixo perde força. Nesse novo cenário, a Amazon sai na frente, por já operar localmente, com vantagens tributárias, logísticas e de confiança do consumidor.

* De origem latina, “de minimis” significa “pequeno demais para importar” e define o limite para a isenção tarifária que, nos Estados Unidos, era de US$ 800.

(*conteúdo adaptado do Yahoo Finance)

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