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De IA a minerais críticos: Como a geopolítica assumiu o centro das discussões em Davos
Publicado 21/01/2026 • 20:29 | Atualizado há 2 horas
Publicado 21/01/2026 • 20:29 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
No quadro Capital Sustentável desta quarta-feira (21), o especialista em sustentabilidade e comentarista do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Carlo Pereira, trouxe um panorama direto de Davos, na Suíça.
Em seu sétimo ano acompanhando o Fórum Econômico Mundial, Carlo destacou que o encontro deste ano revela um cenário global profundamente alterado, marcado pela fragmentação política e pela perda de confiança entre parceiros históricos: “Pela primeira vez, temos um mundo muito fragmentado. O que vemos aqui é que temas que eram mais lateralizados, como a questão de segurança alimentar, de energia ou até mineração, passam para o centro da agenda“.
De acordo com ele, a tônica das discussões entre os líderes globais mudou do discurso diplomático para a necessidade pragmática de resiliência operacional. Com a quebra de confiança entre nações e empresas, a prioridade máxima tornou-se a soberania sobre os insumos básicos.
“O nome do jogo é garantir a cadeia de suprimentos. Isso ocorre em todas as áreas, tanto na segurança alimentar quanto na segurança energética. E a segurança energética agora não vai apenas até a produção de energia; ela volta até a mineração dos minerais que são importantes para a transição energética“, explicou.
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Outro ponto de destaque na análise foi a mudança de postura dos grandes executivos frente ao peso da política internacional. Segundo o especialista, a presença de líderes como Donald Trump e os debates contundentes com líderes europeus colocaram os CEOs em uma posição de maior cautela. “Vemos a política muito mais presente aqui em Davos este ano e os CEOs vêm a reboque. Antes víamos CEOs rebatendo políticos de forma independente, mas agora os vemos com um passo atrás, muito mais cuidadosos“.
No campo da tecnologia, a Inteligência Artificial e o Blockchain continuam onipresentes, mas com uma diferença fundamental em relação aos anos anteriores: o fim da era das promessas. “A inteligência artificial este ano vem de uma maneira diferente. Nos anos anteriores, ela vinha muito mais como uma promessa de como seria implementada. Este ano, vejo todos os CEOs, independente do segmento, falando de como a inteligência artificial está sendo implementada de fato dentro do agro, da saúde ou do setor farmacêutico“, pontuou.
Carlo Pereira concluiu sua participação ressaltando que Davos 2026 será lembrado como o momento em que as nações começaram a “costurar” novas relações para garantir a execução de suas políticas internas. “É isso que vamos ver daqui para frente: como essa relação vai se desanuviar para que os países possam implementar suas políticas, seja em eficiência energética, produção energética ou na garantia de minerais críticos“, finalizou, reforçando a importância estratégica de monitorar os desdobramentos do Fórum para o mercado brasileiro.
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