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Trump: ‘Ódio anormal’ entre Putin e Zelensky dificulta acordo de paz
Publicado 22/01/2026 • 09:29 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 22/01/2026 • 09:29 | Atualizado há 2 horas
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Jim Watson / AFP
Zelensky pede a Trump garantias de segurança por até 50 anos para a Ucrânia
Um “ódio anormal” entre os líderes da Rússia e da Ucrânia continua sendo um obstáculo para o fim da guerra, mas um acordo de paz está se aproximando, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto se prepara para retomar seu papel de mediador.
“Há um ódio tremendo entre o presidente Zelensky e o presidente Putin. Isso não é bom. Isso não é bom para acordos”, disse Trump ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, na quarta-feira.
“Há um ódio anormal. Dito isso, acho que a Rússia quer fazer um acordo. Acho que a Ucrânia quer fazer um acordo, e vamos tentar concluir esse acordo”, afirmou, acrescentando: “Se não fizerem, são estúpidos”.
Leia também: Acordo para encerrar guerra na Ucrânia está se aproximando, diz Trump em Davos
Trump deve se reunir com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Davos, nesta quinta-feira. No mesmo dia, o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, devem se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.
Segundo Trump, os dois lados estão “razoavelmente próximos” de um acordo. Witkoff disse à CNBC, na quarta-feira, que negociações envolvendo “territórios” na Ucrânia são o último ponto de impasse para encerrar a guerra, que já dura quase quatro anos.
Witkoff voltou a comentar o avanço das negociações nesta quinta-feira, afirmando a uma plateia em Davos que resta apenas uma última questão. “Se ambos os lados quiserem resolver isso, vamos conseguir resolver”, disse ele, em declarações citadas pela Reuters.
Leia também: Trump afirma que Rússia e Ucrânia estão “muito perto” de um acordo de paz
Zelensky deve se reunir com Trump às 13h no horário local (7h no horário da Costa Leste dos EUA). Já o encontro de Putin com Witkoff e Kushner deve ocorrer por volta das 19h ou 20h no horário de Moscou (11h ou 12h no horário da Costa Leste), informou o Kremlin.
A Europa segue, em grande parte, fora das discussões entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia para encerrar o conflito, apesar das tentativas de defender Kiev e evitar que termos de paz desfavoráveis sejam impostos ao país vizinho.
Enquanto Trump e seus aliados aparentam acreditar que Putin está pronto e disposto a concordar com um cessar-fogo, a Ucrânia e outros líderes regionais se mostram céticos. Eles afirmam que a vantagem de tropas da Rússia no campo de batalha e seus avanços graduais indicam disposição para prolongar a guerra, usando as negociações para ganhar tempo.
Leia também: Rússia acusa Ucrânia de ataque à residência de Putin e ameaça endurecer termos de paz
Líderes europeus temem que um acordo de paz ruim apenas fortaleça a determinação da Rússia de retornar à Ucrânia no futuro. As preocupações são mais intensas nos chamados países da “linha de frente” da Europa, como Polônia e Finlândia, que fazem fronteira com a Rússia.
“Eu diria que, independentemente de um acordo de paz ser assinado ou não — apesar dos melhores esforços do presidente Trump — a Rússia continuará sendo uma ameaça à Europa”, disse o presidente da Polônia, Karol Nawrocki, à CNBC, na quarta-feira.
“Se a paz for assinada, a Rússia tentará se reagrupar e atacar a Europa nos próximos anos. Se um acordo não for alcançado, a guerra na Ucrânia continuará”, afirmou ele em entrevista a Steve Sedgwick, da CNBC.
“A Federação Russa tem uma mentalidade específica, tanto em nível político quanto social, de atacar e subjugar países a oeste de suas fronteiras. É para isso que precisamos nos preparar, o que significa investir em infraestrutura, aumentar os gastos com armamentos e capacidades de defesa, além de construir solidariedade”, disse.
Trump tem criticado repetidamente os membros da Otan por não gastarem o suficiente em defesa e voltou a fazê-lo durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, afirmando que os Estados Unidos foram tratados de forma injusta por seus parceiros da aliança.
“Nunca recebemos nada, na verdade cuidamos das necessidades da Otan por anos e anos… então acho que está na hora de a Otan assumir mais responsabilidades”, disse.
“Estamos ajudando com a Ucrânia. Sem nós, acho que Putin teria ido até o fim”, afirmou Trump.
O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, disse à CNBC que seu país, que ingressou na Otan em 2023, está acostumado à agressão e à imprevisibilidade russas e que vem fazendo sua parte para proteger os membros da aliança, inclusive os Estados Unidos.
“A Finlândia não demonstra fraqueza na fronteira com a Rússia, muito pelo contrário. Por quê? Porque sempre tivemos que fazer isso sozinhos. Agora fazemos parte da aliança [Otan] e, na prática, também estamos defendendo os Estados Unidos contra uma possível agressão russa”, disse a Steve Sedgwick.
“Quero enfatizar aos meus amigos americanos: nós damos conta disso. A fronteira da Finlândia com a Rússia tem 1.340 quilômetros. Treinamos para isso desde 1917, quando conquistamos a independência, e fazemos isso muito bem”, afirmou.
Em 2025, os Estados Unidos destinaram 3,2% do PIB à defesa, a Polônia quase 4,5% e a Finlândia 2,7%, segundo estimativas da Otan para 2025. No ano passado, os países da aliança concordaram em elevar seus gastos militares de 2% para 5% do PIB.
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