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Rússia acusa Ucrânia de ataque à residência de Putin e ameaça endurecer termos de paz
Publicado 29/12/2025 • 14:51 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 29/12/2025 • 14:51 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Foto: Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP
Vladimir Putin ordenou a ampliação das Forças Armadas do país para 2,44 milhões de integrantes, incluindo 1,55 milhão de militares na ativa.
O cenário diplomático para o fim da guerra no Leste Europeu sofreu um duro golpe nesta segunda-feira (29). O governo da Rússia acusou formalmente a Ucrânia de uma tentativa de ataque massivo com drones contra a residência oficial do presidente Vladimir Putin na região de Novgorod.
Segundo o chanceler russo, Sergei Lavrov, a ofensiva envolveu 91 drones de longo alcance, que teriam sido abatidos pelas defesas aéreas. O Kremlin classificou o episódio como “terrorismo estatal” e alertou que a posição de Moscou nas negociações de cessar-fogo será “revisada” e endurecida após o ocorrido.
O anúncio surge em um momento de extrema sensibilidade, logo após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reunir-se com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na Flórida para discutir um plano de paz. Em resposta direta, Zelensky classificou as acusações russas como uma “completa invenção” e uma “mentira” destinada a minar os avanços diplomáticos feitos com os EUA.
Segundo o líder ucraniano, a Rússia estaria buscando um pretexto para justificar novos ataques retaliatórios contra edifícios governamentais em Kiev e alvos civis.
A tensão escalou para o campo telefônico nesta tarde. Em uma ligação descrita pela Casa Branca como “positiva”, Putin informou pessoalmente a Donald Trump sobre o suposto ataque. De acordo com o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, o presidente americano teria ficado “chocado” com o relato.
Putin aproveitou o contato para avisar que a Rússia vai rever a posição de seus negociadores, que até então demonstravam otimismo sobre a proximidade de um desfecho para o conflito que já dura quase quatro anos.
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Siga o Times | CNBCNo centro da disputa comercial e política, o impasse permanece sobre os territórios ocupados. Enquanto a Rússia sinalizava que um acordo estava mais próximo, o incidente em Novgorod pode paralisar as conversas.
O governo russo afirmou que seus militares já selecionaram alvos para uma “retaliação apropriada”, o que coloca a capital ucraniana em estado de alerta máximo para bombardeios iminentes, justamente quando se discutia o fim das hostilidades.
Paralelamente ao conflito armado, os detalhes dos negócios de segurança entre Washington e Kiev começam a emergir. Zelensky revelou que, durante o encontro em Mar-a-Lago, Trump ofereceu garantias de segurança à Ucrânia por um período de 15 anos. Na prática, isso significaria uma proteção moldada nos termos da Otan: em caso de nova invasão, os EUA e a Europa enviariam tropas para defender o território ucraniano.
Contudo, o “valuation” dessa proteção ainda é motivo de divergência. Zelensky afirmou ter pedido que o prazo fosse estendido para 50 anos, buscando uma blindagem de longo prazo contra futuras agressões russas. A Rússia, por sua vez, monitora essas garantias com desconfiança, vendo na interferência americana um obstáculo às suas exigências territoriais.
Com a ameaça russa de endurecer os termos de paz, o plano intermediado pela equipe de Trump enfrenta agora seu teste mais severo, equilibrando o risco de uma nova escalada militar com a exaustão financeira e humanitária de ambos os lados.
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