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Marinha Francesa intercepta navio petroleiro ligado à Rússia no Mediterrâneo

Publicado 22/01/2026 • 13:00 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Marinha Francesa intercepta o petroleiro Boracay no Mediterrâneo por suspeita de integrar a "frota fantasma" russa para contornar sanções internacionais.
  • Emmanuel Macron confirma a operação e acusa a embarcação de operar sob falsa bandeira e sem seguro para financiar o esforço de guerra na Ucrânia.
  • Ação fundamentada na Convenção da ONU sobre o Direito do Mar resultou no desvio do navio para escolta naval e investigação do Ministério Público francês em 2026.

Divulgação Marinha francesa via X

A Marinha Francesa interceptou, nesta quinta-feira (22), um petroleiro procedente da Rússia no Mar Mediterrâneo, em uma operação voltada ao combate à chamada “frota fantasma” – conjunto de navios usados para driblar sanções internacionais e financiar a guerra da Rússia contra a Ucrânia.

A ação foi confirmada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que afirmou que a embarcação estava sob monitoramento internacional e era suspeita de operar sob falsa bandeira, prática comum entre navios utilizados para ocultar a origem da carga e contornar restrições comerciais.

Segundo Macron, a interceptação foi realizada em alto-mar, com o apoio de aliados europeus, dentro dos esforços coordenados para reforçar o controle sobre o transporte marítimo de petróleo russo. Após a abordagem, o navio foi desviado de sua rota, como parte dos procedimentos de verificação.

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A chamada frota fantasma é composta, em geral, por navios antigos, registrados em países com fiscalização limitada e frequentemente sem seguro internacional válido. Essas embarcações são usadas para manter as exportações de petróleo russo fora dos mecanismos tradicionais de controle, enfraquecendo o impacto das sanções impostas após a invasão da Ucrânia.

Em comunicado oficial, a Marinha Francesa detalhou que a operação ocorreu em alto-mar, no Mediterrâneo, e envolveu uma intervenção direta para controle de pavilhão da embarcação. Segundo a nota, o petroleiro foi desviado sob escolta naval, por determinação do Ministério Público francês, para a continuidade das verificações.

A força naval destacou ainda que a operação foi realizada em cooperação com países aliados, incluindo o Reino Unido, e fundamentada no artigo 110 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que autoriza abordagens em alto-mar em casos de suspeita de irregularidades como uso de falsa bandeira.

“A intervenção foi conduzida com apoio de aliados, no marco da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar”, informou a Marinha em publicação oficial.

A interceptação ocorre em um momento de endurecimento da vigilância marítima europeia, em meio ao esforço da União Europeia e de seus aliados para conter fontes alternativas de financiamento do conflito. O episódio também reforça o papel da França como um dos principais atores na aplicação das medidas de segurança no Mediterrâneo.

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