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Índia corta tarifas de carros da União Europeia e prepara abertura histórica do mercado
Publicado 26/01/2026 • 09:15 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/01/2026 • 09:15 | Atualizado há 2 horas
Reprodução
A Índia prepara um dos maiores movimentos de abertura de seu mercado automotivo nas últimas décadas ao negociar a redução das tarifas de importação sobre carros da União Europeia para 40%, ante níveis atuais que chegam a 110%, segundo fontes envolvidas nas negociações. A medida integra o acordo de livre comércio que Nova Délhi e Bruxelas devem anunciar nos próximos dias, apelidado por autoridades de “a mãe de todos os acordos”.
De acordo com interlocutores ouvidos pela Reuters, o governo do primeiro-ministro Narendra Modi aceitou reduzir imediatamente o imposto para um número limitado de veículos com preço de importação superior a 15 mil euros. Com o tempo, a alíquota poderá cair ainda mais, chegando a 10%, ampliando o acesso de fabricantes europeus ao terceiro maior mercado automotivo do mundo.
As conversas seguem sob confidencialidade, e tanto o Ministério do Comércio da Índia quanto a Comissão Europeia evitaram comentar oficialmente.
Leia também: Expectativa de acordo: presidente da Comissão Europeia defende parceria estratégica e diálogo com Índia
O plano prevê que cerca de 200 mil veículos a combustão por ano passem a se beneficiar da tarifa reduzida – a proposta mais agressiva já feita pela Índia para liberalizar o setor automotivo. Veículos elétricos ficariam de fora da redução nos primeiros cinco anos, como forma de proteger investimentos domésticos de grupos como Mahindra & Mahindra e Tata Motors. Após esse período, os EVs seguiriam a mesma trajetória de corte de impostos.
A mudança tende a beneficiar marcas como Volkswagen, Renault, Stellantis, Mercedes-Benz e BMW, que já fabricam localmente, mas enfrentam limites de expansão devido ao alto custo de importar modelos adicionais.
Com tarifas menores, as montadoras poderão testar o mercado indiano com portfólios mais amplos antes de ampliar a produção local, disseram fontes.
Leia também: Mais que comércio: a aliança estratégica que une Índia e Emirados Árabes
Apesar do tamanho do mercado – 4,4 milhões de veículos vendidos por ano – fabricantes europeus detêm menos de 4% de participação, em um setor dominado pela japonesa Suzuki e pelas indianas Mahindra e Tata, que juntas respondem por cerca de dois terços das vendas.
Projeções indicam que o mercado indiano pode alcançar 6 milhões de unidades anuais até 2030, impulsionando novos investimentos estrangeiros. A Renault já traça um plano de retomada no país, enquanto o Volkswagen Group prepara uma nova rodada de aportes por meio da marca Skoda.
O acordo comercial com a União Europeia também deve favorecer exportadores indianos de têxteis e joias, setores pressionados por tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos desde agosto. A expectativa é que o pacto amplie o comércio bilateral e reforce a integração econômica entre as duas regiões.
Com o setor automotivo no centro das negociações, o possível corte tarifário sinaliza uma mudança estratégica relevante na política comercial da Índia – com impactos diretos para cadeias globais de suprimentos, decisões de investimento e competição no mercado asiático.
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