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EXCLUSIVO: Secretário diz que digitalização da saúde reduziu mortalidade em São Paulo

Publicado 26/01/2026 • 12:33 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Prefeitura de São Paulo aplica US$ 100 milhões na digitalização da rede municipal com apoio do BID, integrando prontuários eletrônicos em 100% das unidades de atenção primária.
  • Uso de telemedicina em casos de infarto agudo do miocárdio reduz taxa de mortalidade de 30% para 4%, permitindo diagnósticos em tempo real por especialistas em toda a cidade.
  • Aplicativo eSaúde SP atinge a marca de 4,6 milhões de usuários em 2026, oferecendo acesso direto ao histórico médico e monitoramento de programas preventivos e insumos.

Da telemedicina ao aplicativo eSaúde SP, a cidade de São Paulo investe em tecnologia para transformar o atendimento ao paciente e a gestão pública da saúde. Para detalhar os resultados dessa transformação digital, o programa Real Time conversou com Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal da Saúde.

“São Paulo investiu 100 milhões de dólares na atenção primária, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento e contrapartida da Prefeitura, o que permitiu implementar tecnologia na cidade”, afirmou Zamarco. Segundo ele, o aporte foi decisivo para ampliar unidades básicas e integrar sistemas.

De acordo com o secretário, um dos principais avanços foi a criação de um sistema unificado de dados, o eSaúde SP, que integrou informações antes fragmentadas entre organizações sociais e permitiu ao paciente acessar o prontuário eletrônico diretamente pelo celular.

“Hoje, se o paciente consulta na Zona Norte ou na Zona Sul, o prontuário está disponível para o médico, com todo o histórico, exames e medicamentos”, disse. Ele destacou que isso melhora a continuidade do cuidado e reduz falhas no atendimento.

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Zamarco explicou que um dos maiores desafios foi garantir conectividade nas regiões mais remotas da cidade. Para isso, a prefeitura investiu em infraestrutura de internet para levar o prontuário eletrônico e a telemedicina a toda a rede.

“Hoje, 100% da atenção primária e da urgência e emergência estão integradas, e 87% dos equipamentos de saúde já fazem parte do sistema”, afirmou, acrescentando que a integração da atenção especializada está em fase final.

Um dos impactos mais relevantes, segundo o secretário, foi a redução da mortalidade por infarto agudo do miocárdio no município.

“Conseguimos diminuir a mortalidade de 30% para 4% com o uso da telemedicina. O emergencista conversa em tempo real com um cardiologista, que orienta o tratamento”, disse Zamarco, ressaltando que a tecnologia permite levar especialistas a regiões onde eles não estariam fisicamente presentes.

Ele afirmou que a digitalização também exigiu adaptação de pacientes e equipes, especialmente entre idosos. Para isso, a prefeitura criou o consultório híbrido, que oferece apoio presencial durante atendimentos por telemedicina.

“O consultório híbrido foi um grande ganho. É uma ação pioneira e já despertou interesse de outras cidades e até da medicina privada”, afirmou.

Zamarco destacou que a tecnologia é fundamental para a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde ao reduzir custos e ampliar o acesso.

“A tecnologia vai permitir a viabilidade do SUS. A medicina é cara, e sem tecnologia não conseguimos levar atendimento de qualidade para regiões remotas”, disse.

Na gestão de insumos, o secretário citou o uso de tecnologia para controlar a distribuição de fraldas geriátricas, com entrega domiciliar rastreada.

“Hoje temos controle da compra até a entrega. Acabaram as queixas de falta de fraldas ou queda de qualidade”, afirmou, destacando a redução de desperdícios e maior transparência no uso de recursos públicos.

Segundo ele, o eSaúde SP também avança na prevenção, com programas como o Modera SP, voltado à conscientização sobre o consumo de álcool.

“Tudo o que fazemos na saúde está dentro do aplicativo. Hoje são 4,6 milhões de pessoas com o eSaúde no celular”, disse.

O secretário afirmou que as próximas metas envolvem reduzir o tempo de espera para consultas e cirurgias especializadas, além de ampliar o uso da telemedicina no tratamento de AVC.

“No ano passado, conseguimos retirar 529 pacientes sem sequelas após AVC. Com o teleneuro, o neurologista avalia exames à distância e orienta o tratamento em tempo hábil”, explicou.

Zamarco ressaltou que a prefeitura também investe em sistemas próprios de controle e transparência, desenvolvidos por equipes internas, sempre respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados.

“A gente tem travas para garantir que dados sensíveis não sejam acessados indevidamente. A tecnologia só faz sentido com segurança”, finalizou ao Real Time.

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