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Banco Master: Vorcaro, Lula e o contrato milionário com o escritório de Lewandowski

Publicado 26/01/2026 • 19:21 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O Banco Master manteve um contrato de R$ 250 mil por mês com o escritório da família do ex-ministro Ricardo Lewandowski por 21 meses, após ele assumir o Ministério da Justiça, somando cerca de R$ 6,5 milhões em pagamentos, dos quais R$ 5,25 milhões ocorreram já durante sua passagem pelo governo.
  • O presidente Lula recebeu o dono do banco, Daniel Vorcaro, em uma reunião fora da agenda oficial no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024.  O encontro teria sido articulado por Guido Mantega e contou com ministros e com Gabriel Galípolo, então indicado ao comando do Banco Central.
  • Senador Jaques Wagner teria pedido a contratação de Mantega como consultor do Master, com remuneração estimada em R$ 1 milhão por mês, enquanto o banco buscava viabilizar a venda ao BRB; os pagamentos podem ter alcançado, no mínimo, R$ 11 milhões.

O Banco Master manteve por quase dois anos um contrato de consultoria jurídica com o escritório de advocacia da família do ex-ministro Ricardo Lewandowski – mesmo após ele assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em janeiro de 2024.

Conforme informação da colunista Andreza Matais, do site Metrópoles, o acordo previa pagamentos de R$ 250 mil mensais e foi assinado em 28 de agosto de 2023, com repasses até setembro de 2025 — período em que Lewandowski já estava no governo há 21 meses. 

Pelos termos do contrato, o objeto era a “prestação de serviços de consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”. Uma das atribuições de Lewandowski era participar de reuniões do Comitê Estratégico do banco, mas ele esteve em apenas duas reuniões durante toda a vigência do acordo.

Somados, os pagamentos renderam cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório, sendo R$ 5,25 milhões após a ida de Lewandowski para o MJSP. Ao assumir o cargo, ele deixou a sociedade de advogados (formalizada em 17 de janeiro de 2024) e suspendeu o registro na OAB. Atualmente, o escritório é tocado por dois filhos do jurista: Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski. Com a entrada de Lewandowski no governo, o escritório passou a ser representado por Enrique; ele não realizou “nenhuma entrega significativa” ao banco, embora os pagamentos tenham continuado.

Encontro fora da agenda no Planalto

As relações do Master com figuras do núcleo petista também aparecem em outra frente: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em uma reunião no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, sem registro na agenda oficial. O encontro, realizado no gabinete de Lula e com duração de cerca de uma hora e meia, teria sido agendado por Guido Mantega.

Participaram Lula, Vorcaro, os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além de Gabriel Galípolo, então indicado para a presidência do Banco Central. Também esteve presente Augusto Lima, que ocupava o cargo de CEO do Master e é descrito como elo de interlocução de Jaques Wagner e Rui Costa com o banco. 

Na conversa, segundo relatos, Lima alegou haver articulação de grandes bancos para preservar a concentração do mercado e prejudicar o Master. Além disso, Lula teria pedido a Galípolo que tratasse o caso do Master com isenção quando assumisse o BC.

Sob a gestão de Galípolo, técnicos do Banco Central se posicionaram contra a venda do Master ao BRB e o BC decretou a liquidação do banco, citando fraude de R$ 12 bilhões contra o sistema financeiro. Mantega deixou a consultoria do Master após a liquidação.

Jaques Wagner e a contratação de Mantega

Outro ponto central dessa costura política é a menção ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. O material enviado afirma que a contratação do escritório de Lewandowski pelo Master atendeu a um pedido de Jaques Wagner e que ele também teria indicado Guido Mantega ao banco.

Segundo apuração da colunista, o senador Jaques Wagner fez um pedido direto para a contratação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como consultor do Banco Master. A contratação teria ocorrido após a reação negativa do mercado à tentativa do governo de indicá-lo ao conselho da Vale. No Master, ele receberia cerca de R$ 1 milhão por mês e atuaria na articulação da venda da instituição ao BRB. Os pagamentos feitos pelo banco ao ex-ministro podem ter alcançado, no mínimo, R$ 11 milhões.

Enquanto atuava como consultor do Master, Mantega esteve ao menos quatro vezes no Planalto em 2024: em 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro. Em todas as ocasiões, foi recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, com descrição genérica de “encaminhamento de pauta” e sem menção ao vínculo com o banco.

As revelações surgem em um momento em que o presidente sobe o tom contra o Master. Em evento em Maceió (AL), Lula disse que “falta vergonha na cara” para quem defende Vorcaro e acusou o banco de ter dado “um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.

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