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Regulador dos EUA ameaça tirar licenças de emissoras que fizerem coberturas críticas à guerra no Irã
Publicado 15/03/2026 • 12:39 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/03/2026 • 12:39 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: HUSSEIN MALLA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
06/03/2026 Fumaça sobe após um ataque aéreo israelense em Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute, no Líbano, nesta sexta- feira, 6 de março de 2026. Intensos ataques aéreos lançados por Israel atingiram as capitais do Irã e do Líbano nesta sexta. As forças israelenses confirmaram o início de uma "uma onda de ataques em larga escala" contra Teerã. Em Beirute, os alvos foram redutos do Hezbollah.
O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, Brendan Carr, ameaçou neste sábado revogar licenças de emissoras em razão de sua cobertura da guerra contra o Irã. A declaração representa mais um capítulo da campanha para eliminar o que ele e o governo Trump consideram viés liberal nas transmissões americanas.
“As emissoras devem operar no interesse público e perderão as suas licenças se não o fizerem”, escreveu Carr em publicação na rede social Truth Social. Ele acusou as emissoras de “divulgar boatos e distorções noticiosas” e as advertiu para que “corrigissem o rumo” antes da renovação de suas licenças.
A ameaça de Carr não é isolada. Desde que assumiu a presidência da FCC, no início do mandato de Trump, o regulador tem levantado repetidamente a possibilidade de revogar licenças por decisões de programação das principais redes de televisão, que dependem da agência para operar.
O programa “Jimmy Kimmel Live!” foi temporariamente retirado do ar após Carr contestar falas do apresentador da ABC. O regulador também sugeriu que a FCC deveria investigar o talk show “The View”, da mesma emissora, por seu conteúdo político. Em fevereiro, o apresentador Stephen Colbert denunciou que a CBS o impediu de transmitir uma entrevista com um candidato democrata por causa de novas orientações da FCC sobre igualdade de tempo de transmissão para candidatos.
A narrativa de Carr se alinha à do presidente Donald Trump, que classificou como “intencionalmente enganador” o título de uma reportagem do The Wall Street Journal sobre aviões de reabastecimento americanos atingidos na Arábia Saudita. Trump acusou os meios de comunicação de quererem a derrota dos EUA na guerra. A Dow Jones & Co., que publica o jornal, não respondeu a pedidos de comentário.
Na mesma direção, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, fez uma longa queixa pública sobre a cobertura da CNN durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira. Hegseth afirmou que aguardava ver a rede sob o comando do bilionário David Ellison, amigo de Trump e proprietário da Paramount Skydance, que negocia a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 111 bilhões. Se a operação for concluída, a CNN passará para o controle de Ellison, que já reorganizou a liderança da CBS News com a nomeação de jornalistas mais conservadores.
Legisladores democratas e entidades de defesa da liberdade de expressão reagiram com veemência. A senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, classificou a ameaça como “tirada diretamente do manual autoritário”. O senador Mark Kelly, do Arizona, afirmou que, quando a nação está em guerra, “é fundamental que a imprensa seja livre para reportar sem interferência governamental”.
A Fundação para os Direitos Individuais e a Expressão afirmou em comunicado que o mandato de Carr tem sido marcado pela disposição de intimidar e ameaçar a imprensa livre, classificando a mais recente publicação do regulador como “chocante” e “perigosa”.
Especialistas em regulamentação de mídia lembram que o processo de revogação de licenças é complexo e oneroso, e que a lei nacional de comunicações proíbe o governo de usar regulamentações para censurar. Ainda assim, a pressão sobre as emissoras segue se intensificando.
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